Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2006

A propósito de Jornais

Bem, podem ser poucos mas os leitores que temos resolvem participar activamente. É bom sinal. É sinal que podemos continuar. Eu sei que este blog tem o seu quê de Quixotesco mas não é por isso que devemos parar. Creio que chegou a altura dos tugas acreditarem em algo e, mais do que isso, fazerem algo. Não faz justiça às nossas capacidades a situação que vivemos. Se antes fomos capazes de conquistar o mundo, agora deveremos ser capazes de marcar a nossa presença no mundo pelo dinamismo, pelo exemplo e, sobretudo, pela sua capacidade de desenvolvimento... Fomos um exemplo e deveremos sê-lo de novo.
Ora nesse sentido, aqui está mais um contributo de CMS:

QUOTE
Fui sair para comprar os jornais. É um vicio muito caro nos dias de hoje. Já prometi a quase toda a gente conhecida que me irei emendar mas, como em todos os vícios, a vontade é que manda e, por enquanto...faltou-me a vontade.
Bem, talvez não seja a falta de vontade a única responsável pelos três euros que gasto, diariamente, aos dias de semana (até quinta-feira) seis euros às sextas e seis euros aos sábados e quatro ao domingo.

Quero que fique esclarecido que não dou - pelo menos enquanto saiba - um cêntimo ao Belmiro e é engraçado que não dê quando fui leitor do Público desde que apareceu até começar a ficar enojado com o seu Director o sombrio José Manuel Fernandes que faz sempre lembrar Stendhal : "o homem pouco claro não pode ter ilusões: ou se engana a si próprio ou procura enganar o próximo".

Aliás o Fernandes não é o único. O Bettencourt dizia ao Crespo num Telejornal que a comunicação social é mais condescendente com a esquerda; esse génio da escrita e do jornalismo, o Saraiva da Arquitectura, tinha cada opinião sobre todos os assuntos que lhe chegassem ao olho conhecedor que, se não fora o tio Balsemão, ia transformando o Expresso num pasquim repugnante em que ninguém já acreditava; o Tadeu das verdades , etc, etc.

Na minha mais que modesta opinião esta gente dos jornais é muito limitada naquilo que diz respeito à honradez intelectual. Senão vejamos :
- quando, aqui há uns anos, o falecido Dr. Cunhal tentava a sovietização de Portugal algumas das mais referenciais personalidades dos jornais esforçavam-se a chamar à atenção para a grande inteligência do mestre português da dialéctica do grande Ivan. Sou obrigado a reconhecer que o falecido Dr. Cunhal era um grande mestre pois, só os mais dotados são capazes de, em escassos dias, se apoderarem de arquivos confidenciais e pôrem alguns escrivas a dançar ao som das balalaicas. E se dançavam!
-quando nos dias de hoje, um denominado Grupo económico (isto de chamar grupo a um tipo tem piada e de económico a um manganão já não tem piada nenhuma) pretende apropriar-se de património alheio para enriquecimento ilícito os mesmos que reverenciavam o Dr. Cunhal elogiam a coragem daquele que ameaça cometer um delito que, se estivesse balizado entre os 20 e os 300 euros, daria preventiva. Sou, também, neste caso, obrigado a reconhecer que o proprietário do tal Grupo é um homem de coragem porque consegue conviver, no mesmo edifício, com gente deste calibre.

Isto vem a propósito de comprar Jornais.

Como gostaria de ter lido que a Reforma Agrária não era assaltar propriedades legítimas; que os Acordos entre o Governo Português e os Movimentos dos Povos das antigas ex-colónias eram para serem cumpridos e que se destinavam a uma melhoria significativa das condições sociais e políticas das populações indígenas;
Mas não li!
Como gostaria de ter lido que o Presidente da Assembleia da Republica ordenara a detenção e transporte para Lisboa para ser ouvido pela Comissão Parlamentar do Eng. Belmiro de Azevedo.
Mas não li!

Isto vem a propósito de comprar jornais.

Prometo que me vou corrigir... prometo que me vou corrigir... prometo....
UNQUOTE

Pooiiissss... e ainda para mais com despesas destas e a contribuir para a destruição da floresta da amazónia, todos nós temos de nos corrigir.

MS
publicado por GERAL às 15:18
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1 comentário:
De RdS a 20 de Fevereiro de 2006 às 09:43
Também gosto de jornais, mas começa a ser um luxo, portanto cada vez compro menos.

Olho para o país 30 anos depois da Revolução dos Cravos e fico desiludido. Depois de um periodo em que parecia que alguma coisa ia mexer o que se vê: estamos com o mesmo tipo de gente de no poder e o povo cada vez com mais dificuldades.

Apenas aprendemos a enganar e a roubar o vizinho em vez de criar uniões e parcerias. O objectivo é conseguir chegar ao fim do dia minimamente inteiro para respirar fundo e arrancar para outro dia de sobrevivência.

Acho que estamos a precisar de outra revolução, mas desta vez com sangue.

RdS

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