Quinta-feira, 12 de Outubro de 2006

Censura

Ora muito bom dia a todas(os)

 

O tema quente dos últimos tempos, em termos de política internacional, tem sido a auto-censura efectuada a uma ópera uma vez que na encenação são expostas as cabeças decepadas de Jesus, Maomé, Buhda e Poseídon.

 

Foi argumentado, pelos “censuradores”, que o facto de aparecer um senhor de turbante – não lhe tirando qualquer tipo de importância – pode ferir as susceptibilidades de uns outros tipos de turbante e que temos que ter cuidado com eles proque facilmente começam a espumejar.

 

Curiosamente, esta situação passa-se num país de referência europeia que, inclusivé, já deram cartas sobre violências e pancadaria em quem se atrevesse a piscar os olhos... estou a falar da Alemanha.

 

Ora muito bem, entendo que a Liberdade (no seu sentido mais lato e não no sentido politiqueiro da coisa) é algo de muito bom e que melhor que isso é o respeito pela Liberdade de outros povos. Isto é, se eles (árabes) querem chafurdar por caminhos de violência, atavismo social, atraso social, atropelos aos mais básicos direitos, censura e estupidez colectiva estão à vontade. Por mim tanto se me dá como se me deu. O que me incomoda – suscitando alguns pensamentos um pouco mais violentos direccionados a Mecca – é que além de eles (árabes) serem uns cretinos na terra deles (repito, têm toda a legitimidade para o fazer), querem ser uns cretinos nas terras dos outros e assumem posturas minimamente estranhas.

 

De uma forma simples podemos dizer o seguinte:

Esses senhores apregoam constantemente que o corão e o islamismo são uma coisa porreiraça e que promove a paz, concórdia e amor.... desde que TODOS o sigam! Pois, assim é fácil não é? Não há oposição.

Por outro lado, gostam de anunciar nas televisões dos outros que são um excelente destino de férias e que aquilo é uma maravilha. O incauto do visitante chega ao local, depois de gastar uma pipa de massa em viagens, hóteis, ser maltratado nas embaixadas para pedir um visa, e depara-se com uma série de restrições em termos de comportamento porque – de acordo com o que eles dizem – “É a nossa tradição e cultura sabe. Portanto tem que a aceitar taxativamente, até porque o senhor veio ao nosso país”.

 

Eu acho isso muito bem. É a terra deles, são as regras deles e nós, que os visitamos,  temos de as aceitar, mais que não fosse, por respeito pelos nativos. O que já não acho nada bem é que os nativos – com a desculpa que são uns desgraçadinhos – venham trabalhar para um país terceiro (que também tem as suas tradições e cultura) e queiram impôr as suas regras, sobrepondo-as a qualquer outra regra local... Isso não aceito, de todo!

 

Alguns exemplos:

- Uma mulher ocidental que vá a um país árabe tem de ter cuidado e não mostrar pernas, braços, cabeça, cara, mãos, pés, etc porque senão os tipos ficam maus e dizem que não pode ser, que a cultura e religião deles não permite e bla bla bla bla bla. A ocidental aceita, põe-se aos preceitos dos sujeitinhos e lá continua a sua vida, a tirar fotos, etc, toda vestidinha, mesmo que estejam 72ºc à sombra.

- Mas uma mulher de lá vem até aqui, começa a por trapos à volta das trombas e diz que têm de a aceitar como ela é porque é apenas porque a dita cuja é muçulmana.

- Nós, ocidentais, não podemos dizer nada acerca da religião dos senhores e não podemos fazer qualquer tipo de alusão ao Maomé porque senão cai o Carmo e a Trindade.

- Por outro lado, arrogam-se no direito de queimar as bandeiras de países estrangeiros, efectuarem ataques terroristas em solo estrangeiro, desviarem aviões de companhias estrangeiras e insultarem, sempre que podem, os ícones religiosos ocidentais.

 

Os exemplos são muitos e não vou perder muito tempo. Eu digo, com toda a clareza, que não gosto dos tipos nem dos hábitos que têm. Para além disso, digam o que disserem, Maomé era iletrado, passou a vida a odiar tudo e todos e levou uma série de tribos a andarem à pancadaria umas com as outras. Para além disso nem sequer foi original e andou “pendurado” nas ideias de Cristo e a afirmar que Cristo e ele até eram iguais.

 

Não conheci nem um nem outro mas uma coisa sei: Cristo não andou a unir as tribos judaicas para uma guerra santa contra o império romano ou, sequer, contra a religião judaica que teimava em não Aceitá-lo. Professou o amor e igualdade entre os homens independentemente da sua religião. O que depois se passou na história da religião católica é diferente. Ele já cá não estava para refrear todos os papas sedentos de poder e de sangue de infiéis. Por oposição, foi Maomé quem andou a professar a liquidação (ou conversão) dos inimigos – que por acaso eram todos os que não o seguiam cegamente – e que para o mundo ser feliz até era fundamental que todos seguissem a mesma religião... a dele!

 

Eu chamo a isto despotismo e egoísmo entre outras coisas. Eu sou livre de seguir as minhas ideias, estou no meu país e vivo confortável com isso e não admito que pastores de cabra, atrasados culturalmente cerca de 500 anos venham dizer o que posso ou não posso dizer ou pensar ou criticar.

 

Se não gosto, agradeço que não venham para cá mas se querem vir, são livres de o fazer.... desde que se adaptem à vida e cultura do país de acolhimento. Com isso não quero dizer que têm de comer umas bifanas de porco ou umas sandochas de couratos e torresmos.

 

Cada vez me parece mais que a tolerância de que eles falam é do género... “tolero-te desde que sigas o mesmo caminho que eu”.... não vos parece que isto é xenofobia? A mim parece!

 

Mas parece que xenofobia só existe daqui para lá e nunca de lá para cá. Foram cometidos erros históricos e abusos no passado mas isso não dá o direito a ninguém de ter discursos fundamentalistas senão, qualquer dia, estamos a agredir os italianos por causa do império romano... por acaso só foi há 2000 anos atrás mas isso é irrelevante. E estão à vontade para me chamar xenófobo...

 

MS

publicado por GERAL às 18:04
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1 comentário:
De GERAL a 13 de Outubro de 2006 às 10:43
A censura ou a contra-censura.

Esteas radicais religiosos deviam ser censurados, ou estarei a censurá-los também?

A questão é complexa, por isso há sempre a tendência para o facilitismo, eliminar o mal pela raiz.

O que deviamos fazer é dar a face e através do exemplo conseguir levar os outros pelo bom caminho.

Mas alguém acredita nisto?

Porrada nos gajos e tá a andar, além disso sempre é mais útil para a economia de guerra.

RdS

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