Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006

O ORÇAMENTO RIGOROSO.

Caríssimos e caríssimas que perdem tempo a ler estas letrinhas perdidas na obscuridade da Internet.

 

Como não podia deixar de ser, hoje venho juntar umas achas à fogueira sobre o que tem sido dito deste Orçamente de estado para 2007.

 

Não sou nenhum especialista no assunto, nem quero ser e tenho cada vez mais raiva o seja.

 

Mas como elemento vivo, é melhor dizer sobrevivente, mesmo, deste calhau errante da Europa também quero dizer umas larachas sobre este assunto. Quantos mais melhor e cada um com a sua “acha” para aumentar a “fogueira” especulativa sobre o que se vai passar em 2007.

 

Ora bem, um Orçamento representa uma previsão do vai acontecer, tal qual uma bola cristal, e, há semelhança de qualquer quiromante, o futuro que aparece é sempre uma caixinha de surpresas.

 

Normalmente, quando se tenta prever o futuro o que queremos ver?

 

MILAGRES.

 

Seja em aumentos de receitas, em diminuições de custos, ou “saiu-me o euromilhões, estou rico, vou bazar deste país”, o que queremos é ver algo positivo.

 

Mas, neste caso, não, temos de ter um Orçamento de Rigor. Sério! Que seja um “guia turístico-financeiro” do país. Como tal, uma vez mais, na senda dos Orçamentos de Estado dos últimos anos, este não foge à regra.

 

Mas temos uma garantia, apesar do que já foi, previamente, anunciado com pompa e circunstância por outro ministro deste governo, este é que vai ser o Orçamento de combate à crise. (Afinal acabou, ou não, a crise?????).

 

Engraçado, os outros eram Orçamentos de quê??????????

 

Olhando os jornais e os comentários de quem percebe do assunto (eu não sou um deles, limito-me a “papar” e a “papaguear” as opinium de terceiros) conseguimos perceber (confusamente é certo, mas a culpa é minha) que afinal este Orçamento não é o que se esperava.

 

“Uma vez mais vamos adiar um ano as grandes reformas da administração pública”. “o Orçamento cresce à custa de aumento de receitas e não da diminuição das despesas correntes do Estado”. “Os impostos vão aumentar”. “Os ordenados vão diminuir”. Etc, etc, etc.

 

Eu podia encher este artigo com resmas de títulos, artigos e opiniões sobre este assunto, mas quem quiser saber mais que vá ler os jornais. Em resumo, Mais um ano e chegamos à conclusão que: CONTINUA TUDO NA MESMA!

 

Pior, já não bastava o esforço feito por toda (bom pelo menos por alguns) a nação para equilibrar o Estado e relançar a economia, ainda por cima vemos que:

 

1)      Esforço foi em vão;

2)      Vamos continuar a fazer mais esforço;

3)      Além de apertar os cintos, vamos ter de apertar os elásticos das cuecas;

4)      Os mesmos vão continuar a encher-se;

5)      Os mesmos vão continuar a ……esvaziar-se;

 

FRANCAMENTE!

 

Já percebi que nenhum governo vai conseguir por a “terra estranha” no pódio do sucesso, as políticas são as mesmas, os meios e os instrumentos são os mesmos, as promessas também são as mesmas, é tudo a mesma coisa.

 

NÃO SERÁ ALTURA DE TENTAR ALGO DIFERENTE?

 

Proponho o seguinte:

 

1)      Erradicar o Orçamento, como também não se vai cumprir é indiferente se existe ou não.

2)      Criar um novo documento, que se podia chamar VISIOGRAMA FINANCEIRO de ESTADO.

3)      Nesse visiograma fazer previsões iluminadas de como queremos que decorra a economia nacional (aqui surge imediatamente uma questão, será que sabemos o que queremos?).

4)      Incluir a economia paralela e o índice de fraudes nas previsões. Ao menos sempre tínhamos valores interessantes para analisar.

 

Irrealidade por irrealidade, ao menos com este método o país andava mais contente e, quem sabe, até podia dar-se o caso de resultar.

 

RdS

publicado por GERAL às 10:14
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1 comentário:
De MS a 20 de Outubro de 2006 às 10:20
Não creio que tenhamos que nos preocupar com os orçamentos. Tal como os horários da carris e da CP, o orçamento serve apenas para ver quanto a mais é que gastamos.
Além disso, com o rigor apresentado, devem ter escrito aquilo de cuecas...
O artigo está muito bom!

MS

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