Sexta-feira, 30 de Junho de 2006

Os Impostos – 1º Round.

Incumprimentos a todos os que se atrevem a ler estas linhas!

Incumprimentos???? Exacto! Leram muito bem.

Hoje, quando vinha para o emprego, tive o azar de ouvir o noticiário, pensava eu, na minha ingenuidade, que ia ouvir coisas boas e simples, nomeadamente as relacionadas com a nossa selecção.

Mas fui barbaramente invadido pela última proposta deste governo: Pretende-se acabar com a dedução no IRS das despesas com rendas de habitação, educação e seguros de vida.

Claro está que já não ouvi mais nada e o sorriso que tinha nos lábios esmoreceu, deu lugar ao pânico – o quê? Então e agora? Estou lixado, já nem sequer recebo umas massitas que davam tanto jeito a meio do ano!

A seguir comecei a receber telefonemas - “ouvis-te a última do governo? Querem acabar com as deduções ao IRS! - E blá blá e blá blá….

Pois, afinal não era mentira, podia ser uma graça de 1º de Abril atrasada. Mas não. Isto é mais uma bestialidade de 29 de Junho, um ataque declarado ao “tuga”. Estou plenamente convencido que os últimos governos e este em particular têm tido como Grande Objectivo: ARRASAR DE VEZ O “TUGA”!

Vejamos, há quanto tempo é que ouviram falar em aumentos salariais, promoções, prémios, ou outras agradáveis recompensas pelo trabalho efectuado? Se calhar, para alguns, foi no milénio passado, não?

Em 2001 começou a ofensiva mais a sério, primeiro mansamente “como um pequeno esforço que se podia aos portugueses para endireitar as finanças públicas”, “uma pequena contribuição quase simbólica”. A seguir tomaram-lhe o gosto e tem sido o que se viu.

O “Tuga”, que na altura já se encontrava muito endividado, tinha dificuldade em fazer face às despesas do dia a dia, com as brilhantes medidas de contenção e de “apertar o cinto” em nome do crescimento económico que têm sido implementadas, fica como?

Mas estas são, realmente, as medidas que o país precisava para sair da crise?

Continuo a perguntar-me e acho que nunca vou ter uma resposta, se as finanças públicas estão tão mal, porquê que se continua a nomear assessores e demais tachistas para os 500 mil cargos da função pública? Porque não aproveitar a mão-de-obra existente? Porquê que tenho de pagar impostos para alimentar uma catrefada de energúmenos que não traz qualquer valor acrescentado, além de serem amigos dos animais que se instalaram no poleiro? Porquê que continuo a ver corrupção descarada por todo o lado e impune?

Há muitos mais porquês, mas a grande questão e perante o actual status quo do país é: PARA QUÊ QUE PAGO IMPOSTOS SE NÃO TENHO QUALQUER RETORNO DO ESTADO?

Sim, hoje em dia qual é a contrapartida do Estado? Tenho a minha filha numa escola privada, recorro normalmente aos serviços médicos privados, trabalho no privado, tudo o que compro e que consumo é de privados, o que é que resta?

Se for para alimentar os políticos, agradeço que me excluam do sistema contributivo e renuncio aos possíveis benefícios que o Estado Politizado possa trazer. É que tirando pagar, não estou a ver outros benefícios….

Por isso volto ao início deste blog: INCUMPRIMENTOS! Está na altura de começarmos a INCUMPRIR! Deixamos de pagar os impostos! Viva a fraude! Está na altura de mostrar-mos um cartão amarelo, vermelho, preto, o que quiserem, aos governos!

Já se viu que manifestações e greves não funcionam, além de descontar no ordenado, ainda se fica mal visto porque se criou a imagem de que as pessoas fazem greve e manifestações por arraial e por “serem calões”. Preguiçosos!

Portanto só resta uma alternativa – NÃO PAGAMOS! NÃO PAGAMOS! NÃO PAGAMOS MAIS IMPOSTOS!

Talvez assim as brilhantes mentes deste país comecem a perceber que se calhar é bom que exista um povo e que esse povo tenha algum dinheirito, nem que seja para gastar “mal e porcamente” e “consumir desmesuradamente”, é que sem consumo não há mercado e sem mercado, também, não há investimento.

RdS
publicado por GERAL às 10:31
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1 comentário:
De MS a 30 de Junho de 2006 às 10:45
pois....

Estava a ver que era preciso chegar ao Armagedão para teres inspiração de novo. Não foi preciso o Armagedão mas o trabalho do demo anda lá perto.

Por demo devemos entender o Zé (não povinho, o Sócrates) que de filósofo só tem o nome.

É "agradável" ver que os partidos socialistas são os primeiros na linha de ataque ao cidadão, com a eterna desculpa transmitida pela comunicação social que é uma política de direita.

Mais do que o não pagamos, comecem a apedrejar os tipos e não tenham medo deles... são cerca de um milhar contra 10 milhões. As vantagens estão do nosso lado.

Enrabados Unidos Já Mais Terão Hemorróidas!

MS

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