Quarta-feira, 28 de Junho de 2006

PORTUGAL E A SELECÇÃO - VERSÃO 2.0

Boas tardes (ou noites ou manhãs, ou seja qual fôr o período de tempo em que lerem este artigo).

Há uns tempos atrás, redigi um artigo chamado Chocolari (em homenagem aos bonecos do Contra-Informação), em que zurzia a torto e a direito no seleccionador nacional, o Sr Luis Felipe Scolari. No fim do artigo, concluí para mim mesmo que o nosso seleccionador nacional é uma besta.

No entretanto, a selecção portuguesa fez a sua estreia no mundial da Alemanha, e ganhou todos os jogos que fez até à data de hoje, poucos dias antes de enfrentar a nossa nova rival, a Inglaterra.

Ora esta fase de vitórias fez a populaça portuguesa rejubilar com a selecção, e básicamente, é difícil falar hoje de outra coisa que não de futebol. Mesmo as pessoas que não percebem, não gostam, ou não suportam futebol não estão indeferentes ao mundial e ao "sucesso" da nossa selecção.

Eu por mim, mantenho a mesma ideia do artigo anterior, ou seja, que o Scolari é uma besta. E manterei essa posição mesmo que ele traga de lá o caneco. Não quero com isto dizer que não apoio a selecção. Eu, adepto do benfica, torço mais pela selecção do que pelos vermelhos da Luz. Agora, não digo o dito por não dito, nem pertenço aos 99,99% dos tugas que estão prontos a lamber o cu ao Scolari só porque ele teve umas vitórias à frente da selecção. E isto não se trata de ser "velho do restelo", "mal agradecido", nem tão pouco se trata de desejar insucesso ao Scolari (e consequentemente à selecção). Trata-se sómente de ser crítico em relação a coisas que vão acontecendo e que aconteceram que, na minha opinião não podem nem devem ser esquecidas à conta de vitórias futebolísticas. O ordenado do Sr Scolari, bem como o dos jogadores da selecção é pago por todos nós, contribuintes, e como tal, deve a selecção estar sujeita a críticas.

Eu não esqueço, nem mudo de opinião por a selecção estar a ganhar. Ganhar é bom? Claro que é. Mas o que eu disse e continuo a dizer é que há, houve erros grosseiros por parte do Sr Scolari, tanto a nível técnico como a nível "diplomático".

Convém antes de mais desmistificar um pouco a aura do Sr Scolari. O homem foi campeão pelo Brasil. Sim senhor. Honra lhe seja feita. Para quem viu o mundial de futebol de 2002, o Brasil passou a primeira fase com um grupo acessível, passou depois os quartos de final com a Inglaterra com uma fífia monumental do guarda-redes inglês o David Seaman, passou nas meias-finais com a Turquia, num jogo em que o Brasil foi dominado do princípio ao fim pelos turcos, chegou à final onde perdeu com uma Alemanha, que para quem sabe um pouco de futebol, nada tinha a ver com a poderosíssima Alemanha de uns anos atrás. Aliás, essa Alemanha foi a Alemanha derrotada por uma "selecção B" de Portugal num europeu 2 anos antes, e logo por 3 a 0. A Alemanha chegara à final do mundial 2002 com vitórias por 1 a 0,ùm pouco à semelhança do que a Grécia fez no nosso país em 2004.

Depois, qualquer treinador, com um mínimo de conhecimentos, que acredito que o Sr Scolari tenha, arrisca-se a ganhar um mundial com a equipa do Brasil. O Brasil é totalista de todos os mundiais, esteve em 7 finais e ganhou 5. Raramente ficou por menos do que os quartos de final. E em 2002 tinha um Ronaldo em grande forma, um Ronaldinho a explodir, e um Senhor Jogador chamado Rivaldo que, para mim, na altura, era o melhor jogador do mundo. Não contanto com muitos outros (excelentes) jogadores que ainda hoje, 4 anos depois, são titulares na equipa do Brasil.

Contente com o feito inimaginável do Sr Scolari, o Sr Presidente da FPF (Federação Portuguesa de Futebol), apressa-se a ir ao Brasil contratar o Sr Scolari para começar a treinar a equipa portuguesa para o Euro 2004 a ocorrer em Portugal. A memória é curta para muita gente, e corre-se sempre o risco de passar-se de besta a bestial e vice-versa, mas gostava de recordar alguns factos (não são opiniões, são factos) que julgo salientes:

* Estando a organizar o Euro 2004, Portugal não teve que se preocupar com o apuramento para o europeu de futebol. Podia pois, calmamente, programar a sua vidinha e fez para isso uma série de jogos particulares em que ganhou muito poucos. Houve derrotas colossais com a Espanha, em Guimarães por 3 a 0. É claro que isso era a feijões, mas o que é certo é que foram derrotas. Também contam, certo?

* Depois, pouco antes do Europeu, o Sr Scolari mantem na dúvida de todos os portugueses, se convocaria o Maniche ou não. Não o havia convocado nos ultimos jogos particulares da selecção, estava "chateado" ou lá o que fosse com ele, mas à ultima hora, a bem da selecção resolveu chamá-lo. Erro rectificado a tempo, confesso.

* Final do Euro 2004 e o Sr Scolari sagra-se vice-campeão. O que é um vice-campeão? Para mim, é o primeiro dos ultimos. Nunca tinhamos chegado lá? Não, mas tinhamos estado perto (3º lugar), 4 anos antes (aí sim, uma equipa a jogar um futebol brilhante, e que só foi eliminada nas meias-finais pela França, campeã mundial, com um golo de penalti no ultimo minuto - recorda-se), e também em 1984 (3º lugar outra vez, eliminada na mesma pela França, a jogar em casa, e, pasme-se, com um golo do Platini ...no ultimo minuto). Tanto em 2000 como em 1984 aquilo que aconteceu foi mesmo "galo". Melhor, foi "coq au vin" francês.

* Em 2004, Portugal tinha TUDO para vencer. Tinha jogadores, tinha o publico, detinha a organização, e, na final, ia jogar contra uma equipa medíocre (apesar de campeã europeia, o que é certo é que ninguem reconhece grande mérito na conquista do euro 2004 pela Grécia (que aliás, nem sequer foi apurada, como se sabe, para o mundial deste ano), e, pasme-se, já tinha jogado e perdido contra essa Grécia no primeiro jogo do Europeu onde, aliás, choveram críticas ao Scolari pela equipa que formou na altura. Dir-se-á - mas a Grécia eliminou a França (campeã europeia anterior) bem com a Republica checa que apresentava o melhor futebol de 2004. Pois foi, mas tanto num jogo como no outro os deuses foram gregos e a Grécia só não saiu derrotada porque marcou em ambos os jogos na unica oportunidade que teve (tal aliás como na final) como (e recordo-me particularmente do jogo contra os checos) teve uma vaca dos diabos em não terem entrado 4 ou 5 golos durante o jogo na sua baliza. É bom recordar isto. Dir-se-á - Portugal chegou à final com grandes exibições (o melhor futebol foi indiscutivelmente o da Republica Checa) e com bons resultados contra grandes equipas. Sim senhor, ganhámos à Russia por 2 a 0 a jogar 80 miuntos do tempo contra 10, e tivemos muita sorte nos penaltis contra a Inglaterra, mas enfim, tenha havido mérito na passagem à final. Na final, Portugal fez um dos piores jogos, se não o pior jogo que me lembro de ter visto da nossa selecção. E tinhamos tudo para ganhar. É que nem sequer uma oprtunidade de golo, ao que me lembro, chegamos a ter. E substituições para o ataque, só depois, claro está (quem não arrisca não petisca) depois de mais um golo fortuito por parte da Grécia. É claro que faltavam 20 minutos para o final e a melhor oportunidade de golo, se é que a podemos chamar, foi um remate do Figo 4 metros ao lado da baliza. Recordam-se? É bom recordar. Vice-campeões? Onde é que está a glória??

* Depois veio o grupo de apuramento em que Portugal não tinha, pura e simplesmente, rivais à altura. O unico que se perfilava, teoricamente, era a Russia que fez o pior jogo da sua história (não foi o melhor jogo na história de Portugal, foi o pior jogo da história da Russia) e que levou 7 a 1 de nós. Isso foi o grande resultado da nossa classificação, onde chegamos a empatar em casa com esse grande portentado do futebol mundialç chamado Liechtenstein.

E agora o Mundial. 4 vitórias, 6 golos marcados, 1 sofrido. E o povo rejubila. Eu pergunto, Portugal tem nas suas fileiras jogadores como o Deco, titular indiscutível na equipa campeã europeia o Barcelona, o Cristiano Ronaldo, titular indiscutível do Manchester United, uma das grandes equipas inglesas, o Figo, titular indiscutível no Inter de Milão e considerado não há muito tempo o melhor jogador do mundo, o Pauleta considerado dos melhores jogadores em França onde não raras vezes é o melhor marcador de cada época, o Miguel, titular indiscutível do Valência (uma das melhores equipas espanholas) e considerado um dos melhores laterais direitos da Europa, o Ricardo Carvalho, titular indiscutível do Chelsea (e está tudo dito), entre muitos outros jogadores que poderia também aqui falar. Ganhar é assim tão anormal? É algum feito ganhar por 1 a 0 a Angola, onde, com o devido respeito, pontificam colossos futebolísticos com o Zé Kalanga, o Makanga, o Loco e o Jamba? Que tem na equipa titular 2 desempregados (guarda-redes e avançado)? Cuja maioria dos jogadores actua nos 2º e 3º escalão da liga portuguesa? E ganhar ao Irão??? Que grande feito é esse? Mesmo ganhar ao México ou à Holanda pode ser considerado normal. Não é nenhum feito. É sempre, com os jogadores que temos, uma hipótese com altas probabilidades de acontecer. Não julguem estas vitórias como milagres, nem tão pouco como a quintessência do futebol. É claro que o povo gosta. Diz que jogadores bons também tinhamos há 4 anos, mas aquilo que se passou há 4 anos, isso é que não foi nada normal. Porque, quando jogámos há 4 anos "normalmente" até demos 4 a 0 à Polónia. Lembram-se?

Desmistifiquemos pois o papel do Sr Scolari à frente da selecção. Tenho no entanto que reconhecer algumas coisas:

* Ao contrário do que previ, o Figo está num muito bom momento de forma, apesar de visivelmente, já não ter estaleca para jogar a extremo

* O Simão Sabrosa está a jogar (finalmente) tão bem ou quase como o faz no benfica

* O Sr Scolari tem, indiscutivelmente uma estrelinha consigo. Tem sorte. É inegável. Tem sorte quanto aos adversários a defrontar, tem sorte nas grandes penalidades que marca e não sofre (vide Inglaterra há 2 anos, vidé México agora onde, jogando contra 10 jogadores não fomos capazes de controlar a partida na 2ª parte), tem sorte nas bolas à barra (vide Holanda agora), tem até sorte no numero de jogadores expulsos igual ao de Portugal (vide Holanda outra vez). A Nossa Senhora do Caravaggio deve, com certeza ter algum peso.

O problema é que nós, tugas, ao contentarmo-nos com pouco, ao não termos ponta por onde se lhe pegue no que se refere a razões de fundo para sermos orgulhosos para com a nossa nação, lá vamos nós lamber o cú (vão todos vós que eu não entro nisso) a quem faz alguns resultados que, por mim, são mais do que naturais. Porque de facto, a Espanha aqui ao lado pode ter a selecção já eliminada, mas ganhou há bem pouco menos do que duas semanas mais um grande prémio, através do Fernando Alonso, mais um open de ténis de Roland Garros através do Nadal, e em Maio ganhou através do Barcelona e do Sevilha as 2 competições europeias de futebol - a Liga dos campeões e a taça Uefa. E, apesar disso, não andam com bandeiras a esvoaçar pela janela e pelos carros, tendo eles, muito mais razões do que nós para isso.

Eu digo, e continuarei a dizer, o Sr Scolari, que ganha entre 30.000 a 40.000 contos por mês, pago por nós, tem só a obrigação de trazer resultados dignos para Portugal, assim como teve a ocasião única de ganhar o Europeu há 2 anos atrás e não o fez. Condições (leia-se por exemplo jogadores, apoio federativo, apoio popular) ele tem. Tem também a obrigação de, sendo seleccionador nacional, convocar os melhores jogadores do momento de Portugal, e não se restringir à sua quintinha só porque os conhece bem. Isso aliás já se tem visto nos resultados no mundial. O Costinha está a acusar falta de ritmo, e o Boa Morte, nos poucos minutos que esteve em campo no jogo contra o México, veio só provar aquilo que já sabia dele, ie, que o Quaresma com as pernas amputadas e uma venda nos olhos consegue ser muito melhor do que ele em plenas condições físicas. O Quaresma!!!! O melhor jogador do campeonato nacional 2005/2006 unanimemente reconhecido por toda a crítica. E eu não sou suspeito que sou do Benfica. Quanto ao Quaresma não ter provado nada no campeonato europeu de sub-21 apenas digo que, após ter sido o melhor jogador do campeonato, apesar de ser considerado um "génio da bola" ou "uma benção para os avançados" (op.cit. várias individualidades no mundo da bola) , eu se fosse a ele estava-me a cagar para a selecção de sub-21. E quem diz o Quaresma poderia dizer o Pedro Emanuel ou o Ricardo Rocha para substituir um Ricardo Costa que pura e simplesmente não jogou durante todo o ano, poderia dizer o João Tomás em vez do Helder Postiga que já se sabia que não estava em forma, ou o João Moutinho que fez uma época melhor que o Hugo Viana.

E o que dizer da conferência de imprensa aquando da convocação dos jogadores para o mundial? O que pensar do Sr Scolari nessa conferência ter dito que "só falava dos jogadores convocados"?? Mas que direito tem ele de dizer isso? Se fosse o Mourinho, diziam logo que ele era arrogante. Como é o Scolari ninguém ousou contestar. Volto a perguntar, só para ser chato, que raio de direito tem ele ao dizer uma coisa dessas? O primeiro ministro ganhando 20 vezes menos do que ele, alguma vez poderia dizer que não responde a determinadas perguntas que são pertinentes?? Caía o Carmo e a Trindade, de certeza.

Vê-se pois que o Sr Scolari é preguiçoso (5 meses antes do mundial dizia que 20 jogadores de 23 já estariam préviamente convocados sem saber como eles estariam aquando do mundial), teimoso, déspota e casmurro. Ou seja, uma besta, mesmo acreditando que seja um excelente vendedor de relógios da FPF.

Nós tugas contentamo-nos com pouco, é o que chego à conclusão. Somos pouco ambiciosos quando temos condições para sonharmos um pouco mais e damo-nos por contentes quando alguem não faz mais do que a sua mera obrigação. Não chega.

Desejo por fim, e sem qualquer hipocrisia sorte à selecção. Mas se perder, que perca de uma maneira que o Scolari seja posto na rua. É falta de patriotismo? Falta de patriotismo é não termos razões para pendurarmos bandeiras a não ser por causa do futebolzinho.

JLM
publicado por GERAL às 19:17
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2 comentários:
De RdS a 30 de Junho de 2006 às 10:53
Interessante!

Concordo em parte com o que está escrito, mas não com tudo. Também não um dos grandes adeptos do Scolari, gostava mais que jogassemos com 2 pontas de lança em vez de 1 e mais outras coisitas que agora não interessam.

Mas tenho de tirar o chapeú ao Scolari, ele conseguiu algo que nunca tinha visto - As pessoas apoiam mesmo a selecção!

E acabou com as putas nos hoteis. Além disso, a sorte que ele têm é fantástica e felizmente está ao serviço da selecção, deve ser por isso que lhe pagam tanto - Pela sorte.

Por outro lado, os jogadores finalmente "dão o litro" só não fazem melhor porque técnicamente se calhar o treino não é grande coisa, mas pelo menos vê-se que se esforçam.

Por último, finalmente deixamos de ter treinadores de 3ª a dirigir a selecção, a maioria deles, tirando o Humberto Coelho e o Queiróz, eram uma merda e não faziam puto.

RdS
De MS a 29 de Junho de 2006 às 10:08
Gostei do artigo e concordo com uma parte substancial do mesmo.

No entanto não posso deixar de referir alguns pequenos aspectos que me parecem pertinentes e a ter em consideração:
1. Quando o Monteiro da F1 ficou em 3º lugar, assisti ao miserabilismo típico de "os outros desistiram, não vale".
2. Quando um atleta espenhol faz algo que o destaque na imprensa os que aparecem melhor qualificados não interessam, o que interessa é o resultado do espanhol.
3. Se alguém faz (ou quer fazer) alguma coisa neste país, a grande preocupação é quanto ganha ou quanto gastou, não os resultados que obteve.
4. Ganhar significa ganhar em todas as provas e não apenas nas selecções A ou equipas olímpicas. Se existirem torneios de sebuteo, temos de ganhar. Aliás, quantos sabem que Portugal ganhou o campeonato do mundo de robótica?
5. As vitórias morais de pouco ou nada servem, excepto para diminuir desgosto ou desilusão.
6. Lamento, tal como tu, que apenas no futebolezinho sejam erguidas bandeiras nacionais. Aliás, não gosto de futebol (excepto torneios internacionais de selecções do mundo), não percebo nada de futebol e nem tenho muita curiosidade sobre o assunto.

Apenas sei uma coisa: independentemente das equipas mais ou menos fabulosas que a selecção já teve, com o brazuca fomos 2º na Europa e estamos nas 8 melhores do mundo. Talvez com o famoso Oliveirinha estivessemos nos 1ºs das casas de putas (afinal ele gostava de as levar para os hotéis...

De resto, e depois deste aparte, gostei do teu artigo.

MS

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