Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

E o PS ganhou.... as Legislativas de 2009

 

Oláá!! Tem sofrido muito? Andam tristes e cabisbaixos? O dinheiro não chega até ao final do mês?
 
Bom, deixemo-nos destas conversas mais realistas e vamos ao que interessa, nomeadamente o estado da nação, ou a nação do estado... como quiserem.
 
O que me traz aqui hoje tem a ver com um facto que afectou, e afecta, a realidade portuguesa de uma forma transversal. Refiro-me às eleições do PSD do passado fim-de-semana. Eu lamento mas este texto será um pouco longo uma vez que é necessário analisar vários aspectos interligados. Peço-vos um pouco de paciência e depois já podem dizer mal à vontade.
 
Nos dias que passaram, todos, de uma forma ou de outra, seguiram o que se passava no interior do PSD, aquele que – dizem – é o maior partido da oposição. Perfilaram-se 4 candidatos e desde o início assistimos a um movimento generalizado em torno da “avózinha”, remetendo para um segundo plano o Passos Coelho, para um terceiro o Santana Lopes e para plano nenhum Patinha Antão.
 
Numa fase tão complicada na vida europeia como a que atravessamos (assistimos a uma vetusta festa da queda do 2º Império – esta eu depois explico, mais tarde, noutro artigo), seria de esperar que face aos desafios da Nação fosse possível apresentar um novo ideal de Social-Democracia sem voltarmos a cair no lugar comum do liberalismo ou do privado, como motor do desenvolvimento. Seria de esperar, também, que mais do que um confronto de gerações e status-quo dentro do PSD, assistissemos a uma eventual mudança em termos de mensagem e integração da sociedade portuguesa na dinâmica de crescimento que vemos ser eternamente adiada. O que assistimos, no entanto, foi a uma luta de três distintas – ou talvez não – gerações de militantes, melhor ou pior manipuladas pelos respectivos “baronatos” internos e devidamente condicionadas pelos media.
 
Atrás de tudo isto, qual contra-regra de um qualquer teatro de intervenção mais ou menos esquerdófilo, tivemos uma interessante, eu diria mesmo a roçar o brilhantismo, manipulação externa movida por parte do PS ao seu adversário político. Porque digo isto? Vamos lá então ver:
 
  1. Em primeiro lugar, como qualquer organização ou família, no seio do PSD encontram-se sempre aqueles que Camões tão bem descreveu e tão bem caracteriza o dito português de topo ou influente: os “velhos do Restelo”. Neste caso não são necessariamente moradores do Restelo mas o conceito assenta que nem uma luva. Tivémos, durante meses, uma campanha “surda” movida por distintas personalidades internas dirigida à cúpula dirigente que, cuidadosamente urdida, serviu para desgastar os dirigentes não-conforme com o élan pretendido no partido. Refiro-me a algumas personalidades que, de uma forma muito pouco honrada ou bem intencionada, levaram ao desgaste e “desmoralização” das bases, de modo a tornarem essas bases uma massa disforme e adormecida, facilmente manipulável e a procurarem um suposto “D. Sebastião” (ou Sebastiona) no primeiro nome que fosse indicado por essas personalidades de renome. Basta ver a actuação de alguns “colunáveis” como Pacheco Pereira, Marcelo Rebelo de Sousa e Ângelo Correia para perceber que ou o status-quo é mantido ou então andam “descontentes” com o interior do Partido e que até nem querem falar disso... Mas a realidade é que ao “NÃO” quererem falar estão efectivamente a levantar um problema (ou facto político) que não existe. E afinal, quem são estes colunáveis? Qual foi o seu contributo para engrandecer o partido e o País? Creio que não é necessário avançar muito por esta área para perceber que não vamos a lado nenhum...
  2. É justamente esta face visivel do “baronato” social-democrata que nos últimos anos tem sido responsável pela pequena duração de cada um dos líderes. Há qualquer coisa intrínsecamente errada em todo o processo: por um lado temos aqueles, de fora, que dizem saber qual a solução e criticam a direcção do partido – nesse aspecto ocorre-me, por exemplo António Borges – mas por outro lado, quando solicitados para avançar para uma posição de liderança, argumentam que não é o momento e que, sobretudo, são militantes do partido que ali estão para ajudar a contruir um País melhor... curiosamente dizem sempre o mesmo e argumentam sempre da mesma forma, mudando o contexto mas não o conteúdo.
  3. Acerca dos candidatos que se apresentaram às últimas eleições internas, sabia-se a priori que Patinha Antão procurara demonstrar que o partido era pluralista e sem aparatchik e que nunca seria capaz de apresentar uma ideia original ou catalizadora das bases; temos, por outro lado, Pedro Passos Coelho, um ilustre desconhecido que poucos se lembram dele do tempo da JSD e que nunca integrou qualquer cargo de destaque em nenhum dos governos social-democrata o que, parece-me, é indiciador das suas capacidades mas que – mais à frente já explico – teve um papel fundamental nestas últimas semanas; tivémos ainda Pedro Santana Lopes, alvo de todos os ódios internos e enfant terrible a quem foi atribuido todos os males da Nação por ter aceite desenrascar um ex-esquerdista que descobriu as virtudes do capitalismo europeu, em nome de um País para a qual esteve nas tintas; finalmente tivémos a “avózinha”. Bem, neste caso vemos a face real do PSD, alguém que foi responsável pelo mais brutal apertar de cinto das últimas décadas e abriu essa porta ao actual governo PS e que quis passar uma imagem de “humanista”, acusando os pupilos dela de tecnocratas. Há pessoas que fisicamente não conseguem esconder a sua personalidade e a Manuela Ferreira Leite é uma delas e atenção, eu nem estou a falar de beleza, refiro-me a uma postura arrogante, com uma certa “pitada” de maldade e profundamente temperada com um afastamento da realidade.
 
Mas como é que isto tem a ver com o PS e com a vitória agora entregue? Vamos seguir um caminho de análise (que muitos poderão chamar de “ilusória teoria da conspiração, não comprovada”) e para perceber o que hoje se passa temos de recuar cerca de 4 anos. Vamos lá então:
 
a)     Quando Durão Barroso é convidado para Presidente da União Europeia, como paga da Cimeira dos Açores que dita a intervenção no Iraque, necessita de deixar um governo PSD / CDS em funções de modo a evitar que o acusassem, e justamente, de ter abandonado o País à imagem do seu antecessor António Guterres. Para além disso, a própria UE não queria ser acusada de ingerência num País ou ser responsabilizada pela queda do seu Governo apenas porque convidou alguém – o que não faltam são por aí são políticos inúteis. Com o apoio do então Presidente, Durão indica Pedro Santana Lopes que tinha nos últimos tempos ganho muito destaque e poderia ser um rival perigoso dentro do partido, numa situação de confronto. Tinha sido Santana Lopes quem tinha conseguido a vitória significativa nas autárquicas. Para além disso, há um velho desentendimento pessoal antigo entre os dois e que não vou referir agora, até porque não interessa.
b)     Convém referir que a Sampaio esta situação também interessava porque, lembram-se, o PS estava de rastos e Ferro Rodrigues era, de facto, muito fraco quer como político quer como potencial candidato a Primeiro-Ministro.
c)      Nesta situação criada, há um outro factor que começa a agitar as águas políticas que são as Presidenciais. Cavaco mantém o suspense e o PS nem parece saber o que são Presidenciais. Aos comunistas ninguém liga e o Bloco de então ainda é para rir. Quando fica acordado o dia de tomada de posse de Santana, começam os problemas mas do lado interno e não externo o que é curioso.
d)     Neste tempo, Marcelo Rebelo de Sousa, Pacheco Pereira e António Borges perfilam-se como os maiores críticos de Santana apesar dele seguir a política anterior. Assim vemos que ou a política anterior não prestava ou então algo se passava. E o que se passava? Cavaco Silva pretendia, desta vez, ser Presidente da República mas sabia que só o conseguiria com o “apoio tácito” do PS e com a ajuda subversiva dos chamados “históricos” do PSD. Por esta altura, também, Cavaco começa a juntar a sua voz aos críticos de Santana, falando na moeda boa... lembram-se desta? Não? Eu lembro!
e)     Durante estes seis meses o PS resolve de vez os seus problemas e os ataques endurecem, criam-se agitações sociais e, à laia de estocada final em qualquer tourada, Sampaio faz um golpe palaciano e administrativamente demite o Governo. As portas estão abertas ao PS. E qual é a “paga” que o PS tem de efectuar? Cavaco na Presidência. Simples!
f)        O PS ganha e quando chega a altura das presidênciais Manuel Alegre apresenta-se como candidato. É perigoso, pode unir a esquerda e retirar a imagem imaculada que Cavaco pretende apresentar. Não é bom lembrar à populaça a segunda maioria de Cavaco e Alegre prepara-se para o fazer. Então, numa excelente manobra política, o PS diz que apoia Soares, divide o PS e a esquerda e abriu a porta a Cavaco de uma forma tão subtil que ninguém se apercebe. Tenho que admitir que é uma excelente manobra. Além disso permite ao PS calar Alegre porque, espera-se, Soares recolheria mais votos que o seu camarada de partido. Alegre tornara-se incómodo numa estrutura partidária que começava a seguir as mesmas linhas económicas do PSD e havia claramente mentido sobre impostos e políticas sociais.
g)     Após a vitória de Cavaco, o relacionamento entre Governo e PR são de uma candura que faz lembrar um casal apaixonado que vê tudo rosa. Alegre continua a ser a pedra no sapato uma vez que ficou à frente de Soares mas por enquanto “lambe as feridas” causadas pela “traição” dos camaradas.
h)      Mas Cavaco não chega a PR incólume, ele terá de garantir que o PS se mantém no poder de modo a garantir um eventual apoio a uma re-candidatura por isso cala-se acerca do rumo governativo e mesmo quando já não consegue fugir à sua responsabilidade de PR usa um ar comedido e professoral, como se não pudesse fazer nada, lembrando apenas alguns “pequenos contra-tempos” mas nunca assumindo o real papel de garante da instituição democrática ou vigilante do bem-estar nacional. Nunca assumiu um papel como Soares – que enquanto PR, muito ajudou à queda do PSD e vitória de Guterres – ou como Sampaio que conseguiu um golpe palaciano.
i)        Neste processo todo, garante-se que o PSD esteja em permanente conflito interno. Os barões não permitem que ninguém ande para a frente e faça a verdadeira oposição. Marques Mendes é demasiado fraco e tem demasiadas coisas do passado das quais não pode fugir, Filipe Menezes é o pequeno invejoso do Norte que tem a mania que sabe umas coisas mas a sua gestão camarária deixa muito a desejar e nunca na vida um “nortista bacoco” dirigirá o PSD. Se fosse hoje, e Sá Carneiro fosse vivo, duvido que conseguiria liderar o PSD.
j)        Com a queda forçada de Menezes aparecem 4 candidatos e como é que se garante que o mais desejável para o PS se sente no palanque? Fácil, lançam Pedro Passos Coelho como o “miúdo” com umas ideias giras e até bem-falante que no fundo vai retirar votos apenas a Pedro Santana Lopes e não consegue tocar no aparelho da “avózinha”. A base de Manuela Ferreira Leite está assegurada e é necessário quebrar as hostes do adversário interno. E assim ganha Manuela Ferreira Leite! Com isso garante que o PS ganhe as próximas eleições, elimina a oposição de Sócrates e assegura o apoio tácito, de novo, a Cavaco Silva nas próximas Presidenciais... e Maquiavel ficaria envergonhado!
 
Porque é que Manuela Ferreira Leite é o passaporte para a vitória de Sócrates? Esta é simples responder... é que, lembram-se, existe aqui uma personagem sinistra, tipo Imperador Palpatine da Guerra das Estrelas, que é o Governador do Banco de Portugal que tem tido um importante papel no realce das supostas políticas económicas de Sócrates, e que irá re-lembrar à Nação o buraco orçamental de mais de 6% no tempo de Ferreira Leite, o Sócrates até se ri cada vez que pensa nas coisas que tem a re-lembrar a Ferreira Leite sobre o papel dela como Ministra da Educação e Ministra da Economia e não há argumento que ela possa apresentar que a livre disso. Para além disso, o ar de “avózinha” com que apareceu nas eleições do PSD depressa passará e voltaremos a assistir à arrogância e soberanceria que ela nos habitou, ar de quem não faz a miníma ideia da realidade portuguesa. Para além disso se há alguém que defende a liberalização descontrolada e o mercado controlado por meia-dúzia de privados é essa senhora e já começou com as questões da privatização da Segurança Social e Saúde... e que bem começou!! Não estou a dizer que o PS não o irá fazer, vai fazê-lo mas com toda a certeza absolutamente encapotado na maior acção de propaganda que o País já assistiu e a maioria dos portugueses até vão pensar que está a ser feita uma bem-feitoria... isto até ao momento em que chegar a primeira factura! Mas o mote para os próximos debates já está lançado e a Manuela Ferreira Leite vai garantir, de borla e sem esforço, a vitória do PS em 2009. a única questão a saber é se será com ou sem maioria absoluta.
 
Também poderá ser argumentado que os outros candidatos eram fraquitos... concordo contudo vejamos o seguinte: Patinha Antão era apenas uma justificação democrática ou pelo menos “pseudo-democrática”; Pedro Passos Coelho não faz a miníma ideia do que se passa no País, serviu para retirar votos a Pedro Santana Lopes e também para poder, finalmente, dar nas vistas... é que a esse já ninguém ligava e ninguém se lembrava. Agora perfila-se para uma eventual Secretaria de Estado “por serviços prestados ao PSD”; Pedro Santana Lopes também tem as suas falhas, mas de todos estes têm um forte argumento a apresentar... é que foi ele que deu a cara pela política de Ferreira Leite, em nome do PSD, foi ele que permitiu a bem-venturança de Durão Barroso na UE e foi ele que antes de começar a governar já tinha o destino traçado e como tal poderia sempre argumentar: “olhe, vá lá queixar-se a Durão Barroso porque foi ele que me deixou o menino nas mãos!”
 
Não vou adiantar muito mais, pelo menos por agora, e lamento o tamanho deste artigo, mas certas coisas são mais complexas de explicar. Isto pode até ser apenas uma teoria da conspiração da minha parte mas... em política, não há coincidências!
 
Pensem um pouco e se tiverem outros argumentos, por favor deixem o vosso comentário...
 
Um abraço
MS
publicado por GERAL às 16:10
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4 comentários:
De Anónimo a 8 de Junho de 2008 às 11:08
Só teoria?

Parece muito real. País real, mesmo.

Enquanto meia dúzia se vendem e se matam pelo poder, o resto é que paga a factura.

E pelos vistos vamos continuar a paga-la com juros astronómicos.

RdS
De Rui KN a 9 de Junho de 2008 às 13:03
Miguel

Absolutamente extraordinário. Mesmo longo, a leitura é muito simples e muito interessante.
Espectacular! Mas aqui para nós, votei na "avózinha".
Apesar de tudo, é a pessoa mais credível do rol de candidatos que apareceu....
Abraço
De MS a 12 de Junho de 2008 às 02:12
Meu caro Rui

É sempre um prazer receber os teus comentários e saber que ainda lês algumas das diatribes aqui colocadas...

Obrigado pelo teu comentário mas só tenho uma pequena dúvida... sabes como sou!!!

A "avózinha" é mais credível em que sentido? Acho que primeiro temos de definir credibilidade:

- É mais séria que os outros?
r: talvez. eu nunca a vi rir e muito menos comentar algo em tom mais leve e jocoso. A mulher parece preocupada com o fim-do-mundo

- Não mente?
r: Bem, os três anos que passámos sob a sua alçada ministerial veio demonstrar o contrário... afinal passámos de inferno a paraíso e depois a inferno enquanto o diabo esfrega um olho

- Tem uma política social e de crescimento para o País?
r: Nunca teve e se algum dia tiver arrisca-se a sofrer um AVC político. A ideia de crescimento e desenvolvimento da nação, para ela, passa por liberalizar, privatizar e divorciar o Estado do Cidadão. As ideias de provatização de saúde e segurança social parecem-me, no mínimo, tresloucadas uma vez que é tentar seguir um modelo americano que, vimos recentemente, falhou em absoluto. Aliás, se hoje nós portugueses criticamos o preço dos combustíveis elevados e a acção draconiana da GALP, devemo-lo ao processo e fúria de privatização levada a cabo.

- É o candidato menos susceptível de ataque por parte da demagocia socrática?
r: Bem pelo contrário! Para começo de conversa, ela vai ter de explicar muito bem porque deixou um déficit tão elevado e tapado com cuspo. Depois que argumentos usará para atacar aquele que tão bem soube seguir a sua (dela) política de divórcio com o cidadão e tem sido um aluno exemplar? Vai falar no Humanismo? vai atacar a tecnocracia? vai tentar demonstrar a arrogância?

Considero que os 4 candidatos eram todos eles muito fracos e demasiado frágeis para ganhar ao PS... Existem demasiadas coisas para explicar de um recente passado governativo... mas também não podemos esperar muito de um PSD que está refém, ainda, de Cavaco Silva e não tem dado margem de manobra às bases para poderem ser lançados novos nomes... Digamos que existe uma castrante falta de liderança...

Como diria Julio César acerca dos povos Ibéricos: "Que raio de povo é aquele que não se governa nem se deixa governar"... assim está o PSD.

De qualquer forma... continua a enviar os teus comentários, são muitissimo bem-vindos

Um abraço
Miguel
De Figueiredo a 14 de Junho de 2008 às 11:26
Grande análise!
Só naõ entende quem não quer.

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