Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

O Motard - versão 2.1

 

Olá… estão bons?
 
Consegui ter uns momentos para poder estar nestas lides de má-língua, tão salutares na cultura portuguesa.
 
Não vos vou tomar muito do vosso precioso tempo – entre duas cervejas e um pires de tremoços – mas tenho que repescar um tema apresentado neste blog em 2006 (novo não é?) e cuja importância, para qualquer dos “escritores” deste espaço cibernético, se reduz à mesma que atribuímos às bolinhas de cotão no umbigo… ou seja, e por outras palavras, importância = 0! Refiro-me a um tema que nunca pensei em voltar a retomar: os motards, motoqueiros e outros pastilheiros de 2 rodas.
 
Tenho – ou melhor, temos – de agradecer a assiduidade de tais utentes da via pública ao colocar os seus comentários neste blog. De facto é salutar poder contar com o vosso apoio nesta demanda informática, mesmo que esse apoio se limite a um espumar de raiva, mal direccionado, insuficientemente informado e, na generalidade, pessimamente mal escrito. Eu gostaria de pensar que as “iluminaduras pensantis” que colocam o seu comentário aproveitariam para ver outros artigos e repararem – talvez com algum esforço – que o texto inicial acerca de tal bando de cidadãos se enquadra numa certa perspectiva consentânea com a cultura da Terra Estranha.
                                                                                                                
Mas não! Isso seria esperar um pouco de mais dos tugas. Parece-me que o que se está a passar é que um cidadão motorizado em duas rodas numa máquina com motor a combustão e cabeça rodeada – vulgo motard – faz uma busca no Google ou no sapo sobre o tema, vê o artigo, começa a ler e a seguir faz tilt! Os olhos reviram, a bílis sobe, a garganta contrai-se… horror! Falta-me o ar! Tragam-me um antipirético! COMO É? Alguém escreve algo a dizer mal da minha moto??? Blasfémia!
 
Depois do impacte inicial, a primeira reacção desse cibernauta atento aos problemas das motos é escrever um comentário a defender a honra. Ele ainda treme de raiva por isso desculpo os incansáveis erros de escrita encontrados, caso contrário sou levado a pensar que sofre de um certo… digamos… atraso?! Ou pelo menos ficou com o português da 4ª classe do tempo de Salazar. Só um à parte: mas que exemplo de mau português têm deixado ou será que falam motardês, uma nova e estranha língua? Mas na Terra Estranha já nada me espanta.
 
Como dizia, depois da primeira reacção, imbuída de um espírito castigador para com estes pagãos atrevidos (os autores deste blog), a segunda reacção é a única saída lógica para este impasse de fúria não extravasada: passar a informação aos compinchas. Esses, padecendo das mesmas dores de ofensa, também vão ao ataque no blog ofensivo. Não importa se o contexto é um pouco mais lato do que aquele que as palavras aparentam, insignificante se existe uma outra mensagem contida no texto…. Ná! O que importa é a lógica do amendoim: o texto fala em mota, motard, imbecil, alarve, etc, logo existe um estímulo pavloviano de não perceber mas responder no imediato e de preferência com uma eloquência que faz chorar as pedras da calçada.
 
Depois das “brilhantes” de comentários sou obrigado a concluir que afinal o texto inicial ainda tinha mais razão do que pensei. É que se de facto o objectivo inicial era chamar a falta de educação do português, bem como a falta de respeito pelo próximo, rapidamente percebi que o texto tocava mais “fundo”, ia mesmo ao ponto de tocar o imaginário colectivo dos motards. Por isso quero deixar aqui o meu sincero agradecimento a todos aqueles que me deram razão e que se sentiram tocados pelas minhas singelas palavras. É que afinal existem mais bestas do que pensava…
 
Estejam descansados que não me sinto perturbado pelos insultos que me foram dirigidos nos comentários. Fico muito mais indignado com o português de merda patente nesses comentários do que com os “cabrão”, “filho da puta” e/ou “corno” repetidamente apresentados. Também me custou um pouco ver a falta de imaginação no insulto apresentado pela fina-flor do automobilismo nacional. Dos cerca de 300 comentários ao texto inicial mais as dezenas apresentadas no texto Motard II, podemos categorizá-los do seguinte modo:
 
a)    Comentário tipo trolha: referência abundantemente a questões sexuais, sobretudo ao nível de traições com Motard. Devo presumir que a pior coisa que se pode imaginar é um motard a dar uma queca! Pois se calhar até é… mas isso vocês lá sabem e nem me vou meter nesses pormenores íntimos que, a reflectir o que li, deve ser algo de verdadeiramente mau.
b)    Comentário tipo familiar: aí mostra-se a preocupação crescente acerca da ascendência de cada um. É monótono e parece a bancada de um qualquer estádio de futebol. É que esse tipo de insulto não me afecta… eu sei quem a minha mãe era e o que fazia mas parece que existe um número substancial de tugas que têm dúvidas acerca da sua filiação ou para quem a actividade profissional dos pais ainda continua a ser um mistério.
c)    Comentário tipo iupi tuga: esses são divertidos e alguns até deram luta a responder. Pena é que a vaidade inerente ofusque a conversa. Gosto do concurso tipo “quem-mija-mais-longe”. O meu pai é maior que o teu, a minha avó é mais velha que a tua, a minha universidade é melhor que a tua, a minha camisola tem uma cor mais berrante que a do Sócrates em dia de campanha, etc. Considerando o estado da Nação, os pseudo-iupies nacionais, paradigmas da gestão, não me parece que qualquer universidade portuguesa seja motivo de orgulho. Falar no Instituto Superior Técnico ou na Universidade Independente é a mesma merda. Afinal até temos um engenheiro como primeiro-ministro.
d)    Comentário tipo velocipédico: ahhh as referências à velocidade! Isso sim, é que é ser macho, com tomates de aço e merda entre as orelhas. Também aqui incluo as referências aos carros tipo shunning que aceleram dos 0 aos 100 km/h em 2,5 segundos e que quando andam na auto-estrada até se houve o estampido sónico. Também gostei da referência aos milhões de km em estrada… pensei, por momentos que eram os motard que estavam indignados mas parece que os taxistas também, tendo em conta o número de km percorrido por alguns leitores.
e)    Comentário tipo feminino: este é das motardas que leram aquilo… uuuuu indignação! Quase tão grave como partir uma unha. Minhas senhoras, eu defendo a emancipação da mulher e a igualdade entre homens e mulheres mas por favor não tentem ser imbecis só para serem iguais aos homens. Só faltavam dizer que, na vossa condição de motardas, também mijavam de pé. Deverei eu entender que mota funciona como um substituto peniano na falta do mesmo? Não quero acreditar nisso. Tenho mais consideração pelas mulheres do que tal.
f)     Comentário tipo agressivo: este é hilariante. Gostei de ver as promessas de violência, as ameaças ao melhor estilo de Beirute ou de um qualquer atrasado mental que, para “botar” figura a umas garotas vazias de intelecto, puxa da testosterona e cá vai disto. É quase do género: “Ó pá! Tava a fazer uma composição e vai daí arrochei-lhe um soco nas trombas. O gajo estrebuchou e eu tunga! Mandei-lhe outra broa c’o tipo até viu estrelas” e perante os aaa’s e ooo’s de admiração das chavalas o amigo pergunta: “mas ó pá, tu não tinhas apenas de enviar um telegrama de parabéns à velhota do patrão?”
 
No entanto tenho que enaltecer uns, poucos, leitores e comentadores que, apesar de questionarem a forma do texto (legitimamente, entenda-se), não questionaram o conteúdo do mesmo.
 
Na realidade, ao usar o exemplo dos “cavaleiros do asfalto”, o texto refere-se essencialmente à falta de consideração dos portugueses e ao constante desrespeito de tudo e todos em nome de uns quantos chavões apanhados aqui e ali – tipo TV, rádio ou jornal a bola – como se existisse uma justificação plausível e isso independentemente de 2, 4, 6 ou mais rodados.
 
Quero agradecer a todas as bestas que se auto-intitulam motards e que me deram razão… bem hajam! Com tipos como vocês, que olham a forma e não o conteúdo, temos um país bem entregue… viva os motards desta nação!
 
Abraço
MS
 
p.s.: uma última nota. Se estão a responder a um texto com 2 anos de atraso não estamos mal… vão lá comprar um Magalhães para ver se diminuem ainda mais esta decalage
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publicado por GERAL às 17:03
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21 comentários:
De RdS a 16 de Abril de 2009 às 17:30
De facto, o tema é pouco interessante, pelo menos para mim, mas como está bem apresentado acaba por ter piada perder tempo com ele.

Da ideia com que fiquei do teu texto original, a tua mensagem era clara e destinava-se a gozar com determinados comportamentos perigosos e estereotipados de certo tipo de condutores tugas, independentemente do número de rodas.

Com a parafernália de comentários totalmente descontextualizados que resultaram desta história acabei por ficar com a seguinte dúvida:

Será que esta gente percebeu alguma coisa do leu?

Ou estavam só a aproveitar para dar largas às suas frustações?

De qualquer forma foi engraçado ler tanta parvoice, quer dizer, eu não li todos os comentários, para ser sincero, não tive pachorra.

E agora regressas com nova dose de sarcásmo puro e duro. Resta esperar...hum...acho que vamos esperar muito tempo...

Ora bem o outro foi escrito em 2006, tendo em conta o tempo que os neurónios deta gente demora para carborar a informação...

Eu diria que lá para o ano 2012 deves começar a ter reacções.

Até lá ficas este meu desinspirado comentário.

RdS

De BlondGirl a 27 de Abril de 2009 às 12:27
Pobre e infeliz Lusitano, se é que te posso chamar Lusitano.

Não tenho palavras para descrever o que sinto, afinal como motard, o meu vocabulário é reduzido e tenho apenas o 4º ano.
Permite-me umas correçõe"zinhas".
Em 2000 a escolaridade obrigatória prolongava-se até ao 12º ano, logo falta-te abranger uma vasta faixa etária de motards.
Depois, os 2 anos de atrasos... Bem, os comentários continuavam activos, á partida podia-se comentar. E prolongaste este antro, continuando a postar alegremente.
E quê? Não debates/falas de questões do passado?
Compreendo que a tua cultura não dê para tanto.

Depois de tanto maldizer dos motards, só tenho a lamentar que contribuas para um aumento do lixo electrónico.
É devido a pessoas como tu que isto não avança.
Referem-se a grupo da sociedade através de estereótipos, esquecendo que isso são coisas do passado.
É criar blogues na net para mal dizer e criticar, é um espaço medíocre e sem conteúdo. Não tens gente com quem falar e discutir? Escreves o que queres e bem te lembras porque estás á frente dum monitor e ninguém te pode julgar.
Libertas aqui a frustração do mundo cagar para ti e tu seres um pobre coitado, um sem vida!

É triste, ler/ver tanta asneirada num só espaço.
Sai de casa e vê o mundo que há lá fora, faz amigos, fala, discute, grita, berra, mas sê homem e não te escondas atrás do monitor.

Com tipos como tu, os pretos estavam todas numa fossa porque são ladrões, os árabes são todos bombistas, os marroquinos traficantes e os americanos são todos gordos, temos um país bem entregue.... Viva os Cultos desta nação!

Cumprimentos duma jovem iletrada de 19 anos, na esperança de aprender a ler.

P.S.: Devias apagar os tópicos antigos, uma vez que não podem ser lidos/comentados.
De BlondGirl a 27 de Abril de 2009 às 12:30
Faltou-me isto: Antes andar de mota, do que ser comida por um analfabeto como tu.
Ups, toquei-te na ferida? (;

Mais um estereótipo, mulher que anda de mota ou é feia ou é porca...
Ai, falta-te conhecer tanto do mundo!
De GERAL a 27 de Abril de 2009 às 13:38
Bom dia,

Convém alguns esclarecimentos/perguntas:

1. Em primeiro lugar, de uma coisa podes estar certa... não estaria minimamente interessado em comer-te (sendo ou não analfabeto)! não gosto de estar a ensinar durante esses momentos...

2. Mais uma vez deixo a pergunta (que até aqui ninguém ainda respondeu): se o texto fosse dirigido aos "enlatados" já teria mais legitimidade? Se sim, é um preconceito bacoco e desactualizado...

3. Quem vos disse a voces que não sei andar de moto ou, sequer, que não tenho moto? E se tiver? não seria motard? uuuuuu isso é suposto ser importante?

4. E, interrogação minha, porque será que criticar uma suposta classe é sinónimo de frustração ou não ter amigos??? é que uma coisa não tem nada a ver...

5. E continuas sem perceber a mensagem não é? Continuas sem ver qual é o problema que refiro não é?

MS
De BlondGirl a 27 de Abril de 2009 às 15:28
Iria incomodar-me tanto que escrevesses assim, falando de carros, motas, barcos ou aviões.
Não me parece que tenhas o direito de criticar/falar de outras pessoas dessa maneira.

Entendi perfeitamente a mensagem, só não acho que tenhas escolhido as melhores palavras, principalmente no primeiro texto.

E criticas construtivas, decentes e sem ofensa não são sinal de frustração.
Mas críticas ofensivas e SEM conteúdo são um sinal de frustração, para mais é procurar em livros de psicologia ou lá o que é isso.

Vá lá, parecias ter inteligência para um pouquinho mais, etiquetar pessoas? Tão old fashioned.
De GERAL a 27 de Abril de 2009 às 16:34
Bom, então deverei perceber que tu não etiquetas ninguém!!

Nos post colocados por ti, pude apreciar várias etiquetas, e ideias pré-concebidas.

Não pelo facto de escrever os referidos textos da forma que o fiz que deixam de ser menos construtivos... mas começo a estar cansado do "politicamente correcto"! não vai a lado nenhum! Muito menos para quem, supostamente sabe que o que foi dito é verdade, mas continua a preferir ignorar ou simplesmente atirar para trás das costas com o eterno: "Ah, eu tou safo! não faço isso... deve ser outra pessoa... mas de qualquer modo que rude a forma de escrita".

Chama-se a isso hipocrisia e enquanto eu puder denunciar a falta de educação dos portugueses, a sua mesquinhez e falta de ambição enquanto povo, fá-lo-ei.... independentemente de quantos possam ou não ficar ofendidos

MS
De WYSIWYG a 28 de Abril de 2009 às 16:42
Toda a pessoa que não se sente suficientemente realizada tem a instintiva tendência de falar mal dos outros.

Qual será a razão? Talvez um complexo de inferioridade unido a um desejo ardente de superioridade.

Diminuir o valor dos outros dá-lhes a ilusão de aumentar o seu aparente ego.

Estas pessoas julgam necessário disparar em todas as direcções, tomando as excepções pela regra, a fim de fazerem brilhar mais intensamente a sua própria luz, através da crítica fácil, retrógrada, pejorativa, raiando a baixeza ofensiva.

Falar mal dos outros está nos genes do povo lusitano, principalmente nos mais pobres de espírito, que vivem diariamente com pálas nos olhos, como consequência da fraca formação e informação que recebeu, durante a sua existência, confundindo "carimbos" com pessoas, situações anómalas como formas usuais e normas de conduta em geral.

É um mal tão doentio que, uma pessoa de saúde moral precária como deixa transparecer o autor, facilmente sucumbe a esta epidemia.

Dos restantes intervenientes e linguagens utilizadas são frutos do que se colheu, com este tipo de conteúdos como foram masoquisticamente desenvolvidos.

Depois de ler esta saga motard buscando "raízes ao Rambo I, II, III...etc.." dizendo e fazendo mais do mesmo, para manterem o blog activo, à custa da indignação dos que se sentem directamente atingidos pela forma pouco digna uitlizada.

Lamento sinceramente que em pleno séc. XXI ainda existam pessoas a pensarem e a viverem assim.

De PsYkYd a 29 de Abril de 2009 às 03:44
Exmº Srº, apareça numa concentração de motas e beba uns copos com os motards, fica logo a fazer parte da familia. Nós respeitamos a sua opinião. Divirta-se e seja feliz, haja saúde...

Saudações MOTARDS...
De Gonçalo Antunes aka Guga a 29 de Abril de 2009 às 11:35
"Eu diria que lá para o ano 2012 deves começar a ter reacções."

Bem parece que isto não se concretizou....enfim paciência não é? Pois.

Muitos dos que comentaram este blog, tanto o post anterior como este são membros de um fórum em comum, e a maior parte tem o 12º ano concluído, estando muitos no ensino superior e alguns já formados... Isto só para actualizar a sua errada ideia dos motards...porque os motards não são o que você vê quando esta em casa, sem vida social, a ver tv no computador, porque usar a tv está fora de moda...e vê um homem de barba grande tipo Sadam quando foi encontrado, com cara de mau...quer dizer, muitos até são assim...mas mesmo esses são melhores pessoas que você concerteza , porque não os ouve nos telejornais a queixarem-se que os "gajos dos enlatados" são uns palhaços ou uns "animais" como disse dos motards.. não fazem manifestações , nem criam blogues a chorar porque o transito automóvel os trata como uma raça inferior...
Olhe para si antes de falar de quem quer que seja, sejam pedreiros, pretos, motards, street racers , tunings , essas coisas todas que muitos de nos acham uma palhaçada mas não andam por ai a fazer blogs, a criticar, INSULTAR, ironizar, etc.

Como já foi dito, tenho pena que ainda hajam pessoas como você...Otário

Cumprimentos
Gonçalo Antunes
De Dador a 29 de Abril de 2009 às 12:40
Não auguro a má sorte a ninguém, mas espero que um dia o autor ou alguém da sua família não tenha um desastre ou doença que seja necessário alguma transfusão.

Porque o que acontecerá é que irá correr-lhe nas suas veias e artérias ou de alguém da sua família, sangue que lhe poderá salvar a vida.

E surgirá de uma pessoa "carregada de mosquitos nas ventas e no capacete, com aspecto exterior fora dos parâmetros da sociedade dita evoluída" mas que "por dentro e por solidariedade para com o ser humano" costuma dar sangue por opção o que é muito comum no universo motard,

Todos os anos, meses, em várias situações, e sempre que é ou for preciso, disseram SEMPRE PRESENTES…!!!

Esses mesmo que o autor revela tanta raiva, ódio e descriminação social tal como aqui foi demonstrado tão miseravelmente.

Não "reduza" a vertente motociclistica nacional a meia centena de pessoas ou "coisas" que utilizam motas.

A realidade é MUITO DIFERENTE do que a sua tacanha mentalidade frustrada tenta arranjar argumentos mentecaptos para justificar o que não tem qualquer conteúdo.

Que Deus tenha piedade de si e que um dia se possa redimir e engolir o veneno que tentou espalhar, tal como os seus pretensos discípulos ou marionetes, quiseram erradamente optar por um caminho que chegou ao precipício da estupidez.

Agora já podem, por favor, dar um passo em frente.



De V_Mello a 29 de Abril de 2009 às 14:04
Boas, tenho apenas 16 e adoro motas, desde os 12 anos de idade que aprendi a conduzir um veiculo de 2 rodas e acredite que nos piores momentos da vida sabe bem apanhar um pouco de vento na cara, acelerar um pouco, isso para mim levanta-me a moral e ajuda-me a ultrapassar momentos mais dificies da vida. Possivelmente o Senhor também tem as suas maneiras de se distrair.

Muitos Utilizam a Mota para se deslocar para o emprego, outros apenas para passear. Parece-me que no que o Senhor fala no 1º texto são exemplos unicos que aconteceram uma só vez. E como cidadão não gostou da atitude, compreendo. Mas se fosse eu não iria reagir como o Senhor, se eu visse alguem a fazer isso, passar a frente nas portagens só porque tem mota e consegue ultrapassar, eu ia rir-me de mim mesmo, que parvo que sou, e que esperto que ele é. Eu aqui dentro de um carro numa fila imensa com a familia em casa a minha espera e aquele Senhor em minutos está em casa feliz porque tem mais tempo para estar com a a familia e feliz porque não esteve 1 hora parado no transito a ouvir noticias na rádio tristes.

Eu até posso ter dado alguns erros no que esrevi, admito que não sou muito bom para escrever, mas tentei mostrar-lhe que Conduzir uma Mota é muito agradavél. Não conheço o Senhor nem sei se já experimentou. Mas se não gosta de apanhar filas de trânsito tem uma boa maneira de resolver o problema, compre uma mota. ;)

Um abraço de um jovem de 16 anos que pouca experiencia na vida tem, mas que já sabe apreciar o que é bom e mau. E digo-lhe sinceramente. Andar de Mota faz bem a Saude.
De GERAL a 30 de Abril de 2009 às 19:00
Boa tarde V_Mello,

De todos os comentários que já aqui li sobre este tema este, sem dúvida, é talvez dos melhores e dos mais sinceros que encontrei e, embora jovem, louvo-o por isso.

Justamente por isso entendo que lhe devo a si (mais do que a qualquer outro) um agradecimento por tal. Do que disse, discordo apenas de uma coisa: quando refere "eu ia rir-me de mim mesmo, que parvo que sou, e que esperto que ele é. Eu aqui dentro de um carro numa fila imensa com a familia em casa a minha espera e aquele Senhor em minutos está em casa feliz porque tem mais tempo para estar com a a familia e feliz porque não esteve 1 hora parado no transito a ouvir noticias na rádio tristes" é, no fundo, uma aceitação tácita que pode existir alguém que, com total desrespeito do outro, isto é, iindependentemente do meio de locomoção, não podemos considerar que menos rodas dão prioridade (no caso concreto que referiu das portagens. A titulo de exemplo considere o seguinte: está numa fila de supermercado, para a caixa, com um carrinho de compras. Aguarda a sua vez, de acordo com as regras normais de educação e convivência, e de repente, sem qualquer pedido de licença, um(a) pessoa com um cesto de compras passa à frente de todos. É verdade que um cesto de compras tem menos artigos que um carrinho, mas isso não lhe dá o direito, por si só, de passar à frente de todos os outros... e não serve de desculpa, também, o facto de ter pedido apenas a uma pessoa (aquela que estava mesmo junto da caixa), porque essa fala por si mas não pelos outros que estão atrás.

É contra este tipo de comportamento que este blog se insurge e que procuramos chamar a atenção. O "chico-espertismo" nacional é uma praga e uma falta de respeito. Embora mentes mais limitadas - como tem acontecido - pensem que o ataque é unica e exclusivamente contra uma suposta classe ou elite, a realidade é que continuamos a perpetuar o "esperto" que passa à frente, o idiota que se gaba quefoi pela esquerda ou pela direita, etc... e isto não tem a ver com meios de locomoção, tem a ver com educação e comportamento social.

Não retiro uma palavra do que escrevi em qualquer um dos artigos sobre este tema, lamento apenas que - com honrosas excepções - a maioria dos comentadores que aqui colocaram a sua "prosa" se limitassem a defender as suas dores de "lesée majesté" e não acerca do que acima referi e nem sequer se tenham dado ao trabalho de ler outros artigos... apenas porque não falam de motos

Mais uma vez obrigado pelo seu comentário

MS
De MOTARD!!! a 18 de Maio de 2009 às 19:27
meu grande filha da puta se tens coragem da me a tua morada ou diz me onde me encontrar contigo que juro que te parto essa tromba á xapada, cabrão dum caralho, só consegues dizer as cenas numa pagina de internet onde ninguem sabe quem és, nao é meu corno do caralho????? Havias de me dizer essas palavras cara a cara, que comias tantos pontapes nessa fronha que ficavas desfigurado po resto da vida, e aseguir ainda te passava com a mota em cima, e fazia-te um burnout em cima da cara para ver se não passavas logo a gostar de motas meu cabrão. MORRE FILHO DE UMA GRANDA PUTA!
De GERAL a 20 de Maio de 2009 às 17:35
Olha... o burro voltou!

MS

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