Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

ai Salazar, ai Salazar... porque tens nome de Praça?

 

Ora um dia feliz a todos,
Este post é curto… o tempo não dá para mais!
Estava eu a olhar de relance para o publico, edição electrónica, quando vi uma noticia que referia o seguinte:
Resistentes antifascistas indignados com a escolha do nome Salazar para praça central em Santa Comba Dão
Por curiosidade fui ler a notícia e de facto parece que os famosos lutadores da “liberdade”, tipo taliban no tempo da invasão russa do Afganistão, que andaram nas montanhas portuguesas a disparar rocktes contra os pilotos Kamikaze de Salazar estavam chocados porque se estava a, alegadamente, enaltecer a ditadura. Acerca disto, umas curtas notas:
1.   Quer queiramos quer não, quer escondamos ou não debaixo do tapete, a realidade é que Salazar foi uma figura que fez parte da história portuguesa e marcou o nosso País no século XX. Não estou a dizer que fez bem ou mal, apenas que marcou ai isso marcou!
2.   Na mesma lógica, deveríamos proibir qualquer referência ao Marquês de Pombal, D. Miguel, Afonso Henriques, D. Pedro, D. João IV, entre outros uma vez que os exemplos que deixaram não foram os melhores para as criancinhas, tendo regido nossa digníssima Terra Estranha com muito mais violência.
3.   Curioso que a quase totalidade dos lutadores da liberdade tuga fossem todos membros de um partido que defendia das piores ditaduras alguma vez criadas… a ditadura do proletariado que, a brincar a brincar, foi responsável por milhões de mortos no seu país, inventou os Gulag e as purgas políticas, as listas de cotas de “perigosos criminosos anti-regime” entre outras “brincadeiras” do mesmo género.
Será que os nossos libertadores pretendiam criar um regime semelhante cá no burgo… porque era liberdade?
Porque raio o braço politico por excelência dos “libertadores”, o PCP, foi o último na Europa a reconhecer os crimes do seu país-mãe?
E o errado é dar o nome a uma praça central de um gajo que já morreu há 40 anos e que, dado o estado do nosso país ainda é recordado com saudosismo?! Se calhar o mal não está no que existia antes mas sim os resultados que a suposta liberdade nos trouxe no depois.
Pensem nisto um pouco! E tentem descobrir porque uma série de tipos recordam Salazar… mas não caiam no erro fácil de achar que são burros! Muitos, de burros não têm nada!
Abraço
MS
publicado por GERAL às 14:12
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5 comentários:
De RdS a 23 de Abril de 2009 às 17:50
Felizmente há pessoas no país que ainda se lembram da alimária que foi o Salazar.

Espero que a tal praça não venha a ter o nome dessa vil, nojenta e repugnante criatura.

Normalmente atribuí-se um nome de uma rua, praça ou outro monumento qualquer a quem se sobressaí positivamente.

É uma homenagem que se faz a quem fez algo ou se notabilizou no ou pelo país. Não de certeza o caso de um ditador.

caso contrário, vamos ensinar o quê aos nossos filhos: "olha, se te portares mal, podes vir a ser como Salazar!", não basta já o exemplo do nosso Primeiro Ministro?

Será preciso mais merda para denegrir qualquer hipótese de tentarmos transmitirmos algo de positivo às futuras gerações?

É que qualquer dia vai ser muito dificil arranjar Exemplos de Cargos ou de Personalidades que sirvam de motivação ou que sejam exemplificativos de valores dignos da condição Humana.

Não vale a pena irmos ao passado buscar exemplos tristes para tentar denegrir a tristeza presente.

Temos muitos e bons exemplos na nossa História, muitos e bons nomes para para enchermos Ruas, Praças e Monumentos, não é preciso ir buscar trampa, senão qualquer dia temos uma Avenida com o nome do Sócrates ou do Cavaco - argh, que nojo!

Acho muito bem que esses defensores da Liberdade travem este perigo.

Viva esses Senhores!

RdS
De alface a 24 de Abril de 2009 às 20:43
Não seja ridículo.
A pior ditadura que existe e que alguma vez existirá será sempre a do proletariado. Vejo que os seus conhecimentos são reduzidos. Paciência. A cultura não atinge todos.
Se alguma vez quiser assustar a sua criança, diga-lhe que poderá ficar como o Cunhal.
Concordo plenamente com a Praça de Salazar, grande figura nacional.
De RdS a 27 de Abril de 2009 às 17:16
Está bem, não sou ridículo.

Portanto, agora andamos a comparar ditaduras. Inteligente, sim, senhor...

Meu caro amigo, caso não tenha reparado, no meu comentário limitei-me somente a criticar uma determinada figura e respectiva ideologia SEM efectuar comparações.

Por uma simples razão: Ditadura para mim é sempre o póstulado máximo do falhanço humano, tenha a ideologia que tiver ou mesmo sem ideologia (como é o caso da Correia do Norte).

No nosso caso, Portugal, tivemos recentemente uma, com um determinado senhor no poder, e que foi mais um exemplo asqueroso de perversidade autocrática.

O post era sobre essa situação e não sobre Ditaduras no geral. Limitei-me a comentar dentro do tema.

Também não defendi outro tipo de ditadura, só um IDIOTA é que anda muito contente a defender organizações governativas desta natureza, sejam de esquerda ou de direita.

Mas pelos vistos no seu caso já não é assim, podem haver ditaduras desde que não sejam de esquerda. Pelos vistos é masoquista, respeito isso, o problema é seu.

Para mim não serve.

Felizmente o Cunhal não esteve no poder, senão eram duas ditaduras de seguida, mas como este post não é sobre o Cunhal escuso de avançar por aí.

Em resumo, basta de andar a tentar justificar o que não tem justificação por si só. Uma Ditadura é abjecta, seja de Direita, Esquerda, Religiosa, o que quiserem.

Não acredito na repressão e na limitação de liberdades. Sou Republicano e Democrata, acredito na liberdade de escolha e de expressão.

RdS
De GERAL a 27 de Abril de 2009 às 13:17
Continuamos a ter a mesma discordância acerca de certos assuntos que gostaria de classificar:

1. O facto de se reconhecer a existência de Salazar não significa, na sua essência, concordar com ele ou, sequer, não reconhecer o atraso (ainda maior do que já era) que as policitas antigas seguiram;

2. Não é por esconder a realidade que ela se torna mais fácil de digerir. Se assim fosse, não falar em Salazar significaria que nada teria acontecido como aconteceu?

3. Será que a filosofia da avestruz é melhor? vamos perpetuar tabus apenas porque não gostamos deles? É uma verdade incontornável que Salazar existiu. É incontornável que condicionou a história de Portugal do sec.XX. Creio que é altura de fazer as "pazes" com o passado para podermos, de facto, seguir em frente.

4. Vivemos à demasiado tempo virados para o passado... porque os descobrimentos foram isto, porque o Marquês de Pombal foi aquilo, Afonso Henriques, Salazar, Mário Soares, etc... que tal olhar para a frente e cagar que nome têm as praças? ou ruas? ou mesmo vielas?

Abraço
MS
De RdS a 27 de Abril de 2009 às 17:43
Concordo que esquecer, esconder ou "avestruzar" não é nada bom.

Muito menos exemplos tão paradigmáticos de mediocridade a todos os níveis.

Agora, querer enaltecer, dizer que foi uma figura marcante (atenção à conotação positiva que se encontra inserida na palavra "marcante") da nossa História, vai um grande passo.

De facto, dar nomes a Praças, Ruas, etc, com figuras da história, em si, não é nada de outro mundo. Temos muitos exemplos.

No entanto, em Portugal esse costume procura dar uma conotação de homenagem e de agradecimento por quem fez algo pelo país, local ou região.

Dentro deste espírito...

Mas, vamos assumir que o espirito é outro, dá-se o nome de uma personalidade nacional, por que sim. É preciso ter um nome qualquer.

Aí concordo.

Já agora, porque não "Aterro Sanitário Oliveira Salazar"? (Vou só deixar aqui uma nota para o Sr. Alface que me comentou: também pode ser "Aterro Sanitário Álvaro Cunhal")

Ou será que é desprestigiar?

Por mim digo já que não desprestigia ninguém. Hoje em dia o ambiente é uma preocupação mundial e os aterros sanitários são extremamente importantes.

Quanto às "pazes" com o passado, não estou em guerra com o passado, antes pelo contrário, acho que é com o que se aprende com o passado que se constroí o futuro.

Desmistificando e objectivando o passado, encontram-se muitas formas de se caminhar para o futuro, sem ser necessário estar a cair sistemáticamente nos mesmos erros.

Se os nossos dirigentes, líderes e governantes conhecessem melhor o passado, se calhar evitavam-se muitos erros.

RdS

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