Sexta-feira, 2 de Junho de 2006

A (Indi)Gestão.

Saudações!

Pois é! Para mal dos vossos pecados, Regressei. Cliquem já para outra página, fujam enquanto é tempo!

Já há muito tempo que os assuntos da Gestão, ou (Indi)Gestão que é o que se pratica neste país, têm estado ausentes deste blog. Mas a terra estranha continua prolífera, somos diariamente e barbaramente invadidos por notícias sobre (indi)Gestão, em todos os níveis e em todas as áreas.

Aliás, é curioso, não há cão nem gato que não se assuma como Gestor, deve ser por isso que o Marques Mendes fez a proposta de Lei para o dia Nacional do Cão (esta sim, uma verdadeira proposta de interesse nacional e de mais-valia pluripartidária, era mesmo disto que os tugas estavam à espera).

Continuando, isto de ser Gestor serve para tudo, tem costas muito largas, até os analfabrutos, que estão à frente de pseudoempresas sem fazer a mínima ideia do que é gerir assumem-se “Gestores”.

Deve ser importante ser Gestor, todos querem gerir alguma coisa e/ou alguém, mas será que realmente testemunhamos actos dignos de “Gestão”? E o que é isso de ser Gestor?

Analisando a terra estranha, vejo inúmeros seres que vagueiam nas suas importâncias, com ou sem formação superior, a lidarem com outros seres, igualmente montados nas suas vaidades, que ocupam lugares supostamente de gestão, e o que fazem?

Normalmente - (indi)Gestão! Estou convencido que é esse o grande problema da terra estranha.

Todos gerimos, todos andamos de uma lado para o outro, uma loucura, é só reuniões onde cada um está a puxar para o seu lado sem saber muito bem porquê e para quê. Só alguns iluminados é que têm uma visão do que realmente querem, normalmente centrado no próprio bolso.

Olhemos para o caso do Patrick Monteiro de Barros, esse grande empresário luso. Se havia alguma dúvida de ele ser realmente Tuga, devido ao primeiro nome, essa ficou definitivamente resolvida.

Só um típico descendente desta nação é que podia engendrar um esquema destes para pôr o governo em tribunal e tentar ganhar umas massas à conta dos palermas. E este é um Gestor de sucesso da terra estranha.

Mais exemplos, o nosso país vive de boa vontade em actos de Gestão, cada vez mais vemos pessoas a ocupar cargos de responsabilidade e de gestão sem estarem minimamente preparados para o efeito. Pior, nem fazem a mínima ideia do que é ou para que serve a organização onde estão. Isso é tudo secundário. Portanto, exigir que saibam o que querem e qual “o caminho a seguir” é pura demagogia. Se a gestão é feita por especulação, tipo “bolsa dos valores”, como é que queremos que se chegue a algum lugar? Impossível.

Portanto, exigir resultados TEM DE ESTAR FORA DE QUESTÃO!

Se não podemos exigir resultados, o que é que podemos exigir? NADA! Porque todos corremos o risco de vir a ser Gestores e a praticar actos de Gestão, mas como andamos todos à deriva, com boa vontade o que iremos fazer será – IndiGestão!

As reuniões sucedem-se, os apertos de mãos, as conversas sobre a bola e sobre “caras” são os principais temas. Engraçado que é mais importante saber o nome da pessoa, de onde veio, quem conhece, do que saber se ele é ou não competente ou se tem ou não os conhecimentos técnicos adequados.

Este país gira em torno de “contactos” e de “amizades”, nunca em função do trabalho. Só se é bom consoante o tamanho da agenda telefónica, o resto é conversa. Por isso é que fico espantado quando leio as notícias da falta de produtividade deste país, será que estão a sugerir que se trabalhe?

É que para trabalhar existe um pequeno factor implícito - saber o que se quer. Este país está preparado para isso?

Neste ponto tenho de deixar uma nota explicativa: Saber o que queremos, encontra-se contextualizado no sentido mais lato, não no apenas sobre o que queremos para nós próprios, vai um pouco mais longe, definir uma visão/”papel” para a organização/empresa/País onde nos encontramos.

Enquanto não nos debruçamos sobre aspectos menores como: Saber o que queremos, Para onde queremos ir e, então, Definir Como lá vamos chegar como País, temos de continuar a fazer o que podemos – IndiGestão.

Por isso, senhores políticos, está na hora de introduzir na escola, pode ser no ensino secundário, uma nova disciplina – a IndiGestão. Assim, qualquer um fica habilitado e devidamente qualificado para as importantíssimas funções que irá ocupar. Noutro artigo poderei descrever com pormenor o “pogama” desta extraordinária futura disciplina.

Quem sabe se, assim, o País não dá a volta de vez!

Como IndiGestor, está na altura de voltar à IndiGestão da Xafarica.

Despeço-me, até à próxima.

RdS
publicado por GERAL às 11:58
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1 comentário:
De MS a 2 de Junho de 2006 às 14:57
Boa...
E pensar que para a verdadeira indigestão existem comprimidos tipo laxativo, será que se pode aplicar o mesmo cá por estes lados, a nível nacional?
Se assim fôr, depois é só ver o país a cagar milhões!

MS

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