Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2006

A propósito de Jornais

Bem, podem ser poucos mas os leitores que temos resolvem participar activamente. É bom sinal. É sinal que podemos continuar. Eu sei que este blog tem o seu quê de Quixotesco mas não é por isso que devemos parar. Creio que chegou a altura dos tugas acreditarem em algo e, mais do que isso, fazerem algo. Não faz justiça às nossas capacidades a situação que vivemos. Se antes fomos capazes de conquistar o mundo, agora deveremos ser capazes de marcar a nossa presença no mundo pelo dinamismo, pelo exemplo e, sobretudo, pela sua capacidade de desenvolvimento... Fomos um exemplo e deveremos sê-lo de novo.
Ora nesse sentido, aqui está mais um contributo de CMS:

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Fui sair para comprar os jornais. É um vicio muito caro nos dias de hoje. Já prometi a quase toda a gente conhecida que me irei emendar mas, como em todos os vícios, a vontade é que manda e, por enquanto...faltou-me a vontade.
Bem, talvez não seja a falta de vontade a única responsável pelos três euros que gasto, diariamente, aos dias de semana (até quinta-feira) seis euros às sextas e seis euros aos sábados e quatro ao domingo.

Quero que fique esclarecido que não dou - pelo menos enquanto saiba - um cêntimo ao Belmiro e é engraçado que não dê quando fui leitor do Público desde que apareceu até começar a ficar enojado com o seu Director o sombrio José Manuel Fernandes que faz sempre lembrar Stendhal : "o homem pouco claro não pode ter ilusões: ou se engana a si próprio ou procura enganar o próximo".

Aliás o Fernandes não é o único. O Bettencourt dizia ao Crespo num Telejornal que a comunicação social é mais condescendente com a esquerda; esse génio da escrita e do jornalismo, o Saraiva da Arquitectura, tinha cada opinião sobre todos os assuntos que lhe chegassem ao olho conhecedor que, se não fora o tio Balsemão, ia transformando o Expresso num pasquim repugnante em que ninguém já acreditava; o Tadeu das verdades , etc, etc.

Na minha mais que modesta opinião esta gente dos jornais é muito limitada naquilo que diz respeito à honradez intelectual. Senão vejamos :
- quando, aqui há uns anos, o falecido Dr. Cunhal tentava a sovietização de Portugal algumas das mais referenciais personalidades dos jornais esforçavam-se a chamar à atenção para a grande inteligência do mestre português da dialéctica do grande Ivan. Sou obrigado a reconhecer que o falecido Dr. Cunhal era um grande mestre pois, só os mais dotados são capazes de, em escassos dias, se apoderarem de arquivos confidenciais e pôrem alguns escrivas a dançar ao som das balalaicas. E se dançavam!
-quando nos dias de hoje, um denominado Grupo económico (isto de chamar grupo a um tipo tem piada e de económico a um manganão já não tem piada nenhuma) pretende apropriar-se de património alheio para enriquecimento ilícito os mesmos que reverenciavam o Dr. Cunhal elogiam a coragem daquele que ameaça cometer um delito que, se estivesse balizado entre os 20 e os 300 euros, daria preventiva. Sou, também, neste caso, obrigado a reconhecer que o proprietário do tal Grupo é um homem de coragem porque consegue conviver, no mesmo edifício, com gente deste calibre.

Isto vem a propósito de comprar Jornais.

Como gostaria de ter lido que a Reforma Agrária não era assaltar propriedades legítimas; que os Acordos entre o Governo Português e os Movimentos dos Povos das antigas ex-colónias eram para serem cumpridos e que se destinavam a uma melhoria significativa das condições sociais e políticas das populações indígenas;
Mas não li!
Como gostaria de ter lido que o Presidente da Assembleia da Republica ordenara a detenção e transporte para Lisboa para ser ouvido pela Comissão Parlamentar do Eng. Belmiro de Azevedo.
Mas não li!

Isto vem a propósito de comprar jornais.

Prometo que me vou corrigir... prometo que me vou corrigir... prometo....
UNQUOTE

Pooiiissss... e ainda para mais com despesas destas e a contribuir para a destruição da floresta da amazónia, todos nós temos de nos corrigir.

MS
publicado por GERAL às 15:18
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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2006

“A Produtividade”

Hoje venho trazer para aqui um tema que me anda a preocupar, e pelos vistos ao país também, que é a “PRODUTIVIDADE”.

O que é que se passa neste país com a produtividade?

Só ouço notícias sobre a nossa falta de produtividade, que não produzimos, que comparado com outros países temos pouca produtividade, que os nossos trabalhadores não produzem, etc, etc,…

Na nossa vida profissional interagimos com um sem número de pessoas, uns conhecemos melhor outros pior, uns são amigos e outros nem por isso, enfim, trocamos opiniões com resmas de gente, de todo o tipo de actividade e de sector, tanto do público como do privado. Nas conversas que temos, quando este assunto vem à baila, normalmente ouvimos coisas como:

“…este país tem uma produtividade péssima. Ninguém faz nada…”, “…isto está assim porque não se faz nada…”, “…as pessoas não querem é trabalhar…”, “…andam por lá a passear papeis e a limpar o pó às cadeiras…”, “…o nosso mal é a produtividade. Somos muito bons profissionais, mas a produtividade…”, “…lá fora é que é. Lá é que se produz a sério.”…and so on, and so on!

Também sabemos que os nossos trabalhadores são muito apreciados pelos estrangeiros e que lá fora temos, pelo menos, a mesma taxa de produtividade que os indígenas locais. Os nossos críticos e líderes de opinião dos media têm feito inúmeras divagações sobre este tema, todos devidamente suportados com extraordinários estudos e métodos analíticos.

Em resumo: Péssima Produtividade!

E agora o paradoxo!

Curiosamente, a seguir a estas declarações costumamos ouvir dizer “…mas, eu cá estou cheio de trabalho…”, “…a minha empresa é um furacão, não temos tempo para nada…”, “…isto está uma loucura, não paro um minuto…”. Aliás, nós somos o país da Europa com o maior número de horas de trabalho por pessoa. Em determinados cargos (leia-se chefias intermédias e de topo) um profissional que se preze pede desculpa por sair às 23.45 horas. Todos estamos entupidos em trabalho e o dia devia ter 48 horas. As reuniões são sucessivas, Himalaias de apresentações, blá, blá, blá, non stop.

Mas, continuamos a ter a pior produtividade do planeta.

No entanto, continuamos a apresentar lucros, produtos, serviços….

Estranho! Algo se passa.

Portanto: O Tuga não consegue despachar o trabalho que tem, os outros é que não fazem nenhum, a quantidade de trabalho que existe é digna de Hércules, as reuniões e demais “ões” não têm fim, não temos tempo para coçar… os “ões”, MAS A PRODUTIVIDADE É BAIXA!

Vamos analisar um pouco isto e tentar desmistificar “A Baixa Produtividade”. Temos várias possibilidades:

1) Andamos todos a mentir quando dizemos que estamos com as mãos cheias de trabalho – mas se elas estão cheias, de que é que estão cheias?

2) O trabalho que andamos a fazer não tem rigorosamente interesse nenhum, não serve para nada – que raio, então para quê que me exigem que faça isto?

3) A distribuição do trabalho é ilógica, sem nexo, nem promotor de qualquer mais-valia – Afinal o que se pretende que se faça?

4) Os métodos de avaliação da produtividade estão desfasados da realidade – quais são os critérios de produtividade? Alguém sabe? Alguém já foi submetido a um daqueles métodos que os nossos analistas mediáticos referem?

5) A produtividade é especulação – como a da bolsa, nós sabemos que as acções sobem e descem, mas as suas razões são obscuras;

6) A produtividade só se aplica na indústria - como temos vindo a dar cabo dela e a virarmo-nos só para serviços, é naturalíssimo que a esta esteja também de rastos;

7) A produtividade é um conceito só de analistas e de professores universitários – os comuns mortais como eu apenas ficam com a ideia de que ela existe - não sei como é, mas existe - mais um dogma desta terra estranha;

8) Não fazemos a mínima ideia do que queremos, para onde queremos ir e do que devemos fazer para atingir o que queremos (UAU! que confusão) – daí que a produtividade se possa caracterizar como uma sucessão de S’s, tão depressa estamos a produzir para o objectivo A, como desviamos 180º para atacarmos o objectivo B (este sim o verdadeiro objectivo), e a seguir aceleramos afundo para o objectivo Z (afinal este é que é a meta), como, de repente, retornamos a 500 KMH para o primeiro grande objectivo – Ufa! Parecemos uns elevadores, ora para o piso A, ora para o B…. – Onde fica a produtividade? Sei lá! Deve estar uns pisos abaixo, se calhar tenho de a ir procurar!

9) Andamos todos a trabalhar em estrela, cada um para seu lado, e nunca nos encontramos. Logo a produtividade é duvidosa.

Depois disto tudo, estamos com certeza muito mais esclarecidos. Bolas! Socorro! Alguém me explique - onde está a lógica disto? Acho que fiquei na mesma. Continuo a não perceber porque é que a nossa Produtividade é tão baixa!

Bom, como chefe e sabendo que a produtividade é baixa tenho que dar o exemplo - só tenho um caminho a percorrer: Chatear tudo e todos para aumentar a produtividade!

Como? Não interessa! O que interessa é que estejam todos cheios de trabalho. Se o resultado serve para alguma coisa? Logo se vê! De tanta coisa “produzida” tem de sair algum sumo bebível.

RdS (Mais um S improdutivo, ou serei produtivo? Deixem-me ver a escala de produtividade! Senão vou morrer na ignorância.)
publicado por GERAL às 17:35
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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2006

“O Assessor”

Na sequência do artigo sobre “O Jurista”, outra personagem sinistra que grassa e multiplica-se (a uma velocidade estonteante, digno da família dos roedores ou das baratas que habitam os nossos esgotos) na nossa terra estranha é “O Assessor”.

Esta figura tem vindo nos últimos anos a desenvolver-se exponencialmente, principalmente, a partir de meados dos, iluminados, anos 80. Terá sido um efeito da adesão à, então, C.E.E.?

Olhemos para o país!

Começando no Estado, não há governo que se preze que não tenha nas suas fileiras um exército destes seres. Eles estão por todo o lado. Os nossos ministros entopem os gabinetes com eles, chegam a ser tantos que o ministro acaba por ficar fora da sala (não cabe).

Mas, não é só no topo da hierarquia que os encontramos, eles espalham-se ao longo de todo o organigrama e não há chefe de divisão ou departamento que não tenha pelo menos UM. O normal é, até, ter vários, de preferência, um para cada papel que tem em cima da secretária.

Adiante, continuando ainda no Estado e olhando para os milhares de Institutos, Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, Empresas Estatais, vemos que o denominador comum é sempre a existência de “Assessores”, em todos os níveis de decisão.

Mas será só no Estado que eles existem? Não! Também estão espalhados por outras organizações privadas, com outros nomes, mas sempre junto a “decisores”.

Coisa estranha! Afinal o que é isto do “Assessor”? O que faz? Para que serve? Qual a utilidade? Qual o critério de selecção?

Vamos analisar um pouco mais e tentar responder a estas absurdas questões (se calhar sou eu que ainda não vi as mais-valias destas extraordinárias criaturas):

Pelo que podemos observar, estes seres tem o seu habitat junto aos decisores, muitas vezes (se não a maioria das vezes) eles representam-nos junto dos funcionários ou de outras entidades (estas por sua vez também são representadas por “assessores”). São eles que definem a estratégia, a política, os procedimentos, em resumo: que dão as ordens, que assumem compromissos e que exigem resultados.

Vejamos, estamos a ser governados por “Assessores” e não por quem elegemos. Assistimos a líderes que não lideram e a “Assessores” que lideraram. Mas, para todos os efeitos, os responsáveis são os Ministros e demais Chefia.

Será isto o que denominamos de “Governo sombra”? Ou estamos perante dois governos / duas chefias?

Bom, aprofundemos um pouco o perfil desta espécie. O que salta de imediato à vista é que são extremamente altruístas. Ficam na sombra, trabalham em prol do decisor a seu cargo e nunca ficam com os “louros” que resultam da sua labuta. Entregam-nos de mão beijada ao seu “protegido”.

Mais, são alvo de inveja e de injúrias de pessoas “que não percebem nada disto” e que não conseguem atingir os elevados propósitos das suas magnânimes acções. Pessoas que denigrem a sua “transparente imagem” e atrevem-se a pôr em causa as suas doutas instruções.

Outra característica que também se pode apreender de imediato é que são de uma competência e de uma qualificação sem paralelo. Chegam aos mais variados organismos e assumem a seu cargo a coordenação e a gestão de tudo. Trazem consigo modelos e soluções que só eles detêm e que só eles podem implementar.

Isto, claro, que pode trazer alguns problemas, mas que têm sobretudo origem na resistência à mudança que caracteriza qualquer funcionário que não dispõe dos mesmos instrumentos e da sabedoria inerente a esta espécie (apesar de se encontrar lá há mais tempo que ele e conhecer o universo em questão de trás para a frente).

Portanto, podemos dizer, sem receio, que estes seres personificam a reengenharia necessária a qualquer organização que se preze e que sem eles não seria possível proceder às necessárias e urgentes reformas que haviam sido diagnosticadas (obviamente que estas resultam de um aprofundado estudo da organização em questão e do meio onde ela se insere - normalmente efectuado num almoço de negócios bem regado e com elementos distintos da classe feminina que oferece os seus valiosos atributos de livre e espontânea vontade).

Continuando, constatamos, ainda, que, sem qualquer proveito próprio (a não ser as remunerações principescas que usufruem), esta espécie dedica-se de corpo e alma às funções e tarefas de outros, que de certeza estão lá só para ver os navios a passar ou, contextualizando com o que nos preocupa no presente, para ver os pássaros a poisar e tremer com uma possível pandemia da gripe das aves.

Além disso são exemplos vivos de coragem e de audácia extrema, conseguem definir e implementar estratégias, políticas ou procedimento com uma visão tão profunda que ultrapassa largamente qualquer âmbito ou legislação que a empresa ou departamento actue. É contra tudo e contra todos. Se necessário inventam novas Leis ou novos mercados, ou novo … qualquer coisa, desde que não tenha nada a ver com o que existe e principalmente com o objecto ou função da organização.

Mais, se algo não correr bem (o normal) obviamente foi porque toda a estrutura da organização estava contra ele(s) e não contribuíram nem participaram neste importante objectivo (que ninguém conhece, percebe ou entende).

Voltando ao início, agora que já conhecemos um pouco melhor esta(s) figura(s), com todas estas características muito peculiares e com a utilidade que já se viu, fica ainda uma pergunta - Para quê continuar a utilizá-los?

Se calhar é uma forma de diminuir o desemprego, mas não seria mais útil colocá-los na apanha da batata ou das cebolas? Pelo menos sempre estragavam menos. E daí talvez não, é que a batatas e as cebolas tem de ser manuseadas por pessoas com qualificações adequadas senão corremos o risco de não comer ou de ter dúvidas no que comemos, enquanto que a gestão pode e deve ser feita por energúmenos. Como se costuma dizer – gestão é bom senso, nada mais!

Aqui está provavelmente a razão da utilização desta espécie, utiliza-se onde podem ser menos prejudiciais ao país, ou seja, junto das chefias. Estes sim, verdadeiros exemplos de coragem e altruísmo, trazem junto a si “Os Assessores” para impedirem o descalabro nacional. (Devo dizer que com muito pouco sucesso, mas vamos acreditar que vêm aí dias melhores)

Realmente esta terra é de facto muito estranha, ou sou eu que devia ser de outra terra, elegemos para nos governarem, mas governa que não é eleito. Atribuímos cargos para liderar, mas lidera quem não está no cargo. Temos técnicos para tudo, mas o nada é que é o técnico.

Por fim, penso que esta espécie merecia um estudo antropológico mais aprofundado, é um desafio que deixo aos antropologistas, sociólogos e psicólogos da nossa praça.

RdS
publicado por GERAL às 15:18
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2006

A inveja


Ele há sentimentos / características que se podem aplicar às de um povo ou nação. Nã é raro ouvirmos dizer que os franceses são chauvinistas ou que os ingleses são fleumáticos, por exemplo. Por alguma razão será. Quais serão as características mais uniformes do povo tuga? Será que podemos estereotipar o nosso povo? Será que há virtudes e defeitos que sejam relativamente comuns a todos nós?

Apesar da subjectividade deste suposto teorema, eu sou daqueles que penso que o tuga tem características que o podem definir. Digo características e não virtudes ou defeitos, porque, tal como o saudoso Agostinho da Silva dizia, nós temos é características. Quando elas são tidas como negativas, tendemos a considerá-las como defeitos, quando elas são positivas, chamamos-lhes então virtudes.

Chamando então o boi pelo nome, há características tugas que são francamente negativas. O tuga é pessimista, taciturno e principalmente invejoso.

Enquanto noutros países um "entrepreneur" ou, se quisermos, um empresário, é tido como um modelo a seguir, devido a um número de factores, enquanto os bons resultados escolares ou profissionais são empolados, cá, na nação lusa, muitas vezes os mesmos são olhados de lado por grande parte (arrisco a maioria) dos tugas.

Antes de mais, eu sou daqueles que pensa que o mundo, ao que não escapa Portugal, é profundamente injusto. É injusto porque há muitos que têm muito pouco, e há relativamente poucos que têm muito. Há inúmeras razões para que tal aconteça, e não se vislumbra que a situação melhore, a não ser que venha daí uma nova ordem mundial, ou a não ser que haja uma escandinavização de todos os países. Não deixo no entanto de referir que este é o mundo que temos e que, como tal, temos que nos habituar a ele.

Com isto quero dizer que temos de aceitar quem é rico, quem é menos afortunado, quem é inteligente, quem não é, quem tem limitações, quem as tem poucas, e assim por diante. Os Homens não são iguais, nunca serão e se há aqueles que nasceram em berço de ouro e conseguem lá ficar, outros há que fizeram pela vida e conseguiram singrar na mesma, à conta de trabalho, visão, sorte (como em tudo na vida) e aproveitamento de factores.

Vem isto a propósito de certos artigos que tenho lido, diabolizando as figuras de determinados empresários tipo o tio Belmiro devido à OPA que o mesmo fez em relação à PT. Se isto fosse efectuado nos EUA da América, estaríamos de fronte de uma pessoa corajosa, empreendedora, visionária. Seria comummente aceite como tal. O mesmo se passaria em relação a muitos outros países. Em Portugal haverá sempre aqueles que menosprezam o facto, que vêem nisso uma afronta, que dizem que o homem quer é ficar mais rico, que no fundo têm inveja, a tal característica que tão bem nos assenta.

É que ele há empresários e empresários. Da mesma forma que há trabalhadores e trabalhadores. Se há uns que só têm ganância (será outro título a explorar brevemente) e que só vêem lucro muitas vezes praticando salários baixíssimos que nem sequer têm a ver com os que a sua concorrência pratica, outros há que promovem bem-estar e dão condições propícias para que um empregado se possa sentir bem no seu local de trabalho e que veja bem remunerada as suas funções. Há depois outros que dão emprego a milhares de pessoas (se calhar só o dão porque necessitam das mesmas) havendo outros que, como foi o caso do Champas, legaram eur 500.000.000 para constituição de uma fundação ligada ao sector da saúde. A esse respeito, eu nunca vi um esquerdista-mal-dizente-invejoso-pseudo-moralista e muitas vezes da esquerda-caviar a dar o que quer que seja.

Normalmente a pessoa que está bem na vida cá em Portugal é olhada com desdém. O comentário que normalmente se faz é "mais um cabrão com sorte" ou "eu também gostaria de ser assim e ter tudo o que esse tem". E porque não "eu também farei os possíveis para ter tudo isso"? Porque é que o chavalo que tem boas notas é o "marrão" e porque é que o rufia que falta às aulas é tido muitas vezes como o gajo mais popular da turma? Porque é que muitas vezes o bom trabalhador não é tido como um exemplo a seguir e o faltoso, o preguiçoso é amiúde classificado como o tipo esperto? Confesso no entanto, ao fim das minhas 34 primaveras, que já foi bem pior e que o país, lentamente, como também é nossa característica, tem vindo, felizmente, a modificar-se neste aspecto importante.

Falta a Portugal uma cultura de exigência, uma cultura de mérito. A cultura da inveja, se quisermos ser mais produtivos, terá que ter os seus dias contados.

JLM

publicado por GERAL às 12:39
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A saga Belmiro continua

Ora aqui está mais um contrbuto de CMS. É, no fundo, uma continuação sobre a saga do Belmiro e restantes compinchas.

QUOTE
O "Empresário" Azevedo

O Eng. Belmiro, desde os tempos da natação do Fê Cê Pê, tornou-se amigo do "empresário" Azevedo de Marco de Canavezes aquando da construção dumas piscinas que não foram construídas apesar da vasta literatura sobre o assunto que estava guardada em determinada prateleira nas instalações da instituição acima mencionada. Sei desta preciosa informação através da leitura dum escrito assinado por um jornalista de "referência" cujo nome omito. E só omito, porque o seu nome inspira reflexões sobre a domesticação dos vertebrados.

Dizia esse personagem, no referido escrito, que os livros que ensinavam a construir piscinas estavam escritos em inglês. Claro está que deviam pertencer ao «ingineiro» Belmiro, pois está claro, também, que o "empresário" Azevedo não precisa de escritos - sejam em que língua fôr - para construir piscinas e/ou quaisquer estruturas sejam elas de betão, plástico, etc (este etc inclui também a merda).Mais, dizia o referido jornalista, que o homem, o «ingineiro», partiu um braço e, imediatamente, se dedicou à leitura da ciência médica (penso que em língua estrangeira, pois claro) e pareceu-me... pareceu-me que, a parte que ensina a concertar ossos, o habilitou para (também me parece que, ou foi na mesa das operações, ou foi à entrada da sala) discutir com um emérito galeno as vantagens - não sei bem se também as desvantagens - das técnicas usadas na União Soviética sobre a redução de fracturas.

Se quem me ler não ficar com um complexo de inferioridade é porque não merece o IB/EA. Calma, eu traduzo:
«INGINEIRO» BELMIRO / "EMPRESARIO" AZEVEDO.

Vamos agora às coisas sérias!

O texto do jornalista que, atrás, refiro é mais uma das sabujices que, desde há uma semana, tenho vindo a ler sobre o Eng. Belmiro de Azevedo. Desde o muito obrigado por ter feito esta jogada, à admiração pela "coragem" revelada (não percebi esta mas, juro, que estou empenhado em corrigir-me desta preguiça intelectual) que a PT está prejudicar Portugal, que os gestores portugueses são de equipas secundárias (penso que devem estar a jogar nas Distritais) e que -isto é muito importante - agora é que os consumidores portugueses vão saber como foram enganados pela PT.

Sendo certo que este tipo de comportamento, num País que integra a União Europeia, é comprometedor para a verticalidade dos emitentes de tais opiniões, é, também, um motivo de descrédito no relacionamento social e gerador da tal falta de auto-estima dos portugueses.

Obriga, também, a pensar!

É triste, muito triste mesmo, para um cidadão de meia idade, minimamente instruído (não digo culto porque é pedir demais) minimamente conhecedor das regras sociais básicas, minimamente a par das mais elementares disciplinas de gestão, minimamente viajado, verificar que não valeu a pena o mais pequeno sacrifício que fez pelo seu País; é triste, muito triste mesmo, para esse cidadão deste País não ter possibilidade de fechar os olhos perante a nudez infame e desavergonhada destes Belmiros, destes Sócrates, destes Vieiras da Silva, destes Costas (já agora, porque será que eles se chamam Costa),destes Constâncios e sobretudo deste Sampaio cuja perversão aponta para um exame sério às suas faculdades mentais (este tipo, talvez porque não tenha mulher capaz, resolveu fecundar a honra do povo português, primeiro, não acatando a vontade expressa por esse povo para, depois, retirar a todos os elementos desse povo a possibilidade de serem reconhecidos por actos nobres e elevados, porque depois desse execrável Sampaio qualquer português com uma Medalha Portuguesa ao peito é motivo para a chacota regional, nacional e internacional).

E o que é que se pensa quando jornais que deviam serem sérios dão à estampa, pela pena dum sub-director, artigos de opinião em que dá como já garantido que "foi dado o primeiro passo para que a PT deixe de ser o abono de família nacional" e termina com "ainda bem. É um óptimo sinal" (Diário Económico" nº3820 de 13 de Fevereiro de 2006). O atrasado mental chama-se André M...!

Não é preciso ser JEEP para perceber que o sr M... é uma besta! Mas é uma besta que ganha bem e não paga comunicações. Se o jornal lhe debitasse as chamadas telefónicas que faz para a manjedoura e para o veterenário, para a femêa e para o tratador talvez começasse a pensar.... Não! Uma besta não pensa! O melhor é pô-lo mesmo a pagar as práticas pessoais que não sejam estritamente do âmbito da sua função profissional!

E já agora colaborar no esforço nacional que o Belmiro está empenhado, isto é redução do salário para o máximo que irá ser permitido quando o Belmiro lançar uma OPA sobre o governo esquerdista do Sócrates (5 salários mínimos mas indexados ao que se pratica no Bangladesh) acompanhado pelas medidas já em vigor nas empresas que tão bons resultados têm dado (nada de Sindicatos, nada de Contratos e muito menos Colectivos, nada de perdas de tempos com famílias, doenças e outras distracções do género)

Deste modo, a PT passa a ser o abono de família do Belmiro! Que venderá aos espanhóis depois de constatar que o André não é filho dele e, como tal, deve ser um filho da puta.

André M..., filho, vai-te foder!
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Nomes protegidos (?) por protecção dos leitores. É que há palavras/nomes demasiado violentas(os) para olhos desprotegidos!!

MS
publicado por GERAL às 11:04
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2006

O belmiro, alegre conquistador!

Boa tarde a todos os ouvintes (com os olhos, lógico! Porque se fosse via oral aina aparecia o P.G.R. com mais uma escuta).
O tema de hoje é a apresentação de mais um contributo, desta feita do leitor CMS (nome protegido por razões óbvias). Não me vou alongar com introduções ou conclusões porque o texto fala por si, mas é só mais um apontamento sobre esta Terra Estranha em que vivemos:

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Belmiro de Azevedo

Este ente, enfermo desde a infância, pretende ser o "Champas" nortenho o que é dizer-se que pretende vender todo o património deste país aos espanhóis. Será preciso lembrar ao enfermo que o "Champas"-o verdadeiro - foi roubado
indecentemente após o 25 de Abril e resolveu vingar-se recomprando tudo para que nada que fosse dele ficasse português. Foi feio, foi porco. Mas, manda a verdade, ele sempre foi porco toda a vida. Para se perceber bem esta questão é preciso falar com o Proença de Carvalho ou pô-lo a escrever o livro da sua vida que poderia ter por título"A Porca da Minha Vida com o Porco do meu Patrão - Sua Influência na Minha Disfunção Eréctil e Distúrbios Intestinais correspondentes".
Ora o Belmiro nada tem que justifique uma vingança contra o País que o viu nascer (já quanto à terra não digo nada) antes pelo contrário, pois quem em 24 de Abril era empregado e vinte anos depois já começa a aparecer na Forbes só tem a agradecer a quem lho consente. Fosse este País mais racional - como o bichano gosta de referir àcerca das qualidades próprias - e o rapaz Belmiro estava under arrest.
O Belmiro anuncia que quer comprar a PT com dinheiro espanhol... este tipo é um mentecapto. Utilizando as Escrituras Sagradas: em verdade, em verdade vos digo não fora o Belmiro dar emprego a todos os que se revelaram incompetentes nos sucessivos governos do País e há muito que estaria a gozar um intervalo entre "preventivas".

Voltarei a este assunto mais tarde
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Bem, como na nossa Terra Estranha o que está na moda são as OPA (hostis ou amigáveis) acho que está na altura de eu fazer pela vida. Já chega de trabalhar por conta de outrem. Eu tento ser rico e não consigo (Já tentei poupar como o Isaltino, como o Dias Loureiro, como o Major Valentim, entre outros) e por isso informo em primeira mão que vou lançar uma OPA à GALP. É verdade! Vou mesmo! Depois, para pagar, vendo a refinaria e mais uns litritos de gasóleo industrial (que apesar de o preço do crude estar a baixar nos mercados internacionais a GALP aumento o valor... mistééério!!! – eu avisei num texto anterior sobre os combustíveis) e já está... Depois, tratem-me por “Sr. Empresário” se faz favor, mas não como o Zé Berlaitas, o herói desconhecido.

MS
(ostres.s33@sapo.pt)
publicado por GERAL às 15:57
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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2006

Caricaturas, muçulmanos e igualdade

A recente polémica das caricaturas do profeta e toda a violência à sua volta parece-me um pouco absurda. Absurda porque apesar de gostar de caricaturas, não achei piada às ditas, que criaram este sururu todo e absurda (aliás, eu diria retrógrada) por causa desse mesmo sururu.

Historicamente, a minha opinião (e a vossa também, porque são tugas de peito feito e pelo na venta) poderá ser tida como maculada. Afinal, na origem da minha Terra Estranha está uma longa troca de “galhardetes” entre os mouros residentes e nós. D. Afonso Henriques, nas pisadas de seu pai, resolveu que este território era demasiado pequeno para nós. Isto é dizer, que era demasiado pequeno para o nosso ego e para sapatos em bico deles.

Apesar desses pequenos encontros e desencontros históricos, cada uma das civilizações seguiu o seu caminho. A Europa passou pela sua fase de repressão religiosa fundamentalista, teve as suas longas guerras internas, desenvolveu as relações comerciais com o mundo e, lenta mas inexoravelmente, caminhou num sentido de maior liberdade cultural, social, comunicacional, etc. Para isso morreram milhões ainda no século XX, com duas guerras mundiais.

Depois de tanto sofrimento começaram as coisas boas na Europa, nomeadamente gajas a queimar soutiens, mini-saias, sexo livre, publicação do kamasutra, futebol, cinema, filmes porno, etc. Em paralelo a tudo isto, vieram os conceitos de liberdade e aprendemos que não existem temas tabu. Podemos, sem faltar ao respeito, rir e brincar com tudo. E isso meus caros, é uma coisa que me agrada particularmente. Agrada-me poder escrever à vontade neste blog; agrada-me poder debater todos os assuntos sem estar preocupado e gosto muito pouco que outros me digam o que pensar, como agir (para além do respeito pelo próximo e cumprimento da Lei) e com o que posso ou não posso rir.

O mundo islâmico seguiu o seu próprio caminho. Não me atrevo a julgar se melhor ou pior, apenas refiro que seguiu um caminho diferente do Ocidental. Não há mal nisso. Temos raízes diferentes, culturas diferentes, línguas diferentes, sociedades diferentes. Eu – e acho que a maioria das pessoas também – aceito perfeitamente estas diferenças mas esta aceitação não pode ser unilateral.

O que eu quero dizer com isto é muito simples: os muçulmanos impõem a todos os outros, nos seus países, as suas regras. Acho isso muitíssimo bem. As mulheres não andam destapadas, respeitam-se os locais sagrados, não há álcool nem drogas, não se podem usar roupas nem ter comportamentos ocidentais. Quem quiser ir a esses países tem a OBRIGAÇÃO de aceitar essas regras. São as deles e não nossas. O reverso da medalha é que os muçulmanos DEVEM respeitar o estilo de vida ocidental a toda a linha. Se nas escolas francesas não se pode usar véu, então aceitam ou colocam as filhas a estudar na Arábia Saudita, se as nossas mulheres andam destapadas têm duas hipóteses: olham e calam, não gostam de olhar e saem.

Boa ou má, o que é certo é que no mundo ocidental existe liberdade de informação e expressão (é certo que isto é altamente discutível, se existe de facto e quais deverão ser os seus limites). Quando o cartoonista António desenhou o papa com um preservativo no nariz assistiu-se a alguma contestação mas não assisti a pedidos de cruzadas ou linchamentos públicos, quando se contam anedotas de Cristo por norma as pessoas riem e mesmo que não gostem da anedota não sacam de uma pistola e disparam à queima-roupa, no melhor estilo do faroeste nem sequer queimam as fotos da pessoa, à semelhança de uma cerimónia de voodoo.

Ora recentemente um jornal dinamarquês publicou umas caricaturas de Maomé e como resultado andam todos a berrar (no Islão, claro) que somos uns bárbaros desprezíveis, que ousadia a nossa de tocar num símbolo do Islão, bla, bla, bla. A pergunta que faço é muito simples: e se por cada bandeira ocidental queimada pelos muçulmanos nos últimos 30 anos (afinal as bandeiras são os nossos símbolos) tivéssemos ido para a rua a exigir a prisão de tais bandidos ou a oferecer recompensas pela sua morte? Talvez tivesse sido melhor que isso acontecesse uma vez que é uma linguagem que eles percebem.

Tal como os muçulmanos fazem, se calhar deveríamos impor os nossos costumes quando temos de frequentar os seus países. A mesma tolerância que me pedem aos costumes dos outros é a mesma que exijo em relação aos meus costumes. Esses senhores vêm para a Europa com as exigências que temos de os aceitar como são, então porque não nos aceitam como nós somos? Não são os ocidentais que mantêm vivo o conceito de Jihad (guerra santa), não são os ocidentais que castram a liberdade de expressão escrita, oral, artística, etc, não são os ocidentais que destroem património cultural mundial apenas porque acham que não corresponde aos dogmas muçulmanos (aqui refiro-me às estátuas de Buda no Afeganistão). Não somos nós, são ELES...

Sei que ao escrever estas coisas me arrisco a receber um e-mail bomba, que me destrói as cores do monitor mas não posso aceitar as atitudes castrantes de tais personagens.

Tenho pena que não exista a coragem necessária no mundo ocidental para, de uma vez por todas, dizer aos fanáticos medievais desactualizados que chega! Basta de idiotice! As minhas ideias são tão válidas como um Mohamed Abdulah qualquer, as minhas crenças têm, para mim, a mesma importância que as dele têm. Imaginem que, por variadíssimas razões, recebem em vossa casa uma pessoa que não é da família e que tem por hábito cuspir no chão (não aqueles pequenos salpicos de saliva mas sim aqueles escarros verdes, já com capacidade de se tornarem automotores). Quando interrogada sobre isso, a vossa visita diz “desculpe, é um hábito da minha terra e como estou aqui na vossa casa tenho o direito de expressar a minha cultura”. Que fariam? Aceitavam? Ou respondiam algo do género “olha lá, ó animal! E se fosses escarrar para o raio que te parta?”?

Não quero pensar que o “meu mundo” está demasiado acobardado para dizer BASTA! Para poder expressar a sua cultura da forma que quer e quando quer. Gosto de poder andar à vontade sem ter de pensar que um imbecil com um cartucho de dinamite enfiado na peida vai explodir assim que for cagar só porque um outro imbecil disse se ele fizesse isso (entrar em orbita por meios próprios) tinha direito as umas gajas boas e virgens (entre 7 e 70, depende da generosidade e inflação), coisa que nunca tinha tido direito. Gosto de pensar que a arte e a cultura são livres, que as mulheres não são perseguidas e que a minha opinião é livre.

Não peço a todos os que lêem este texto concordem comigo, mas os que não concordam podem estar descansados que não os vou perseguir. Afinal têm a sua opinião e todo o direito a essa opinião. Se Deus e Alá são os nossos Pais e Criadores da Vida então deverão estar chocados com as atitudes de intolerância que o ser humano é prolífero em desenvolver. Se não gostam, não compram nem lêem os jornais “ofensivos”, se não querem, saem. Afinal foram eles que vieram para cá... eu não pedi nada!

Mas tenho pena que a Europa, que já foi o centro da cultura e civilidade, esteja velha, vítima de Alzheimer e Parkinson (esses dois estrangeiros manhosos), que se assemelhe a um cadáver e que, como cadáver, é incapaz de se unir em torno de uma ideia ou de um ideal. É que se alguns defendem a liberdade contra as diferentes formas de opressão, outros há que - por cobardia, incompetência ou pura maldade económica - vêm a terreiro dizer que "coitadinhos deles! Eu até sou contra a violência! Mas caramba, logo tinham de olhar para o lado dos muçulmanos". Nós, europeus, temos de ter a capacidade de nos unir e defender aquilo que é Europeu. Se os outros não gostam.... azar! É que ELES NÃO são europeus... eu SOU!

Lamento profundamente a atitude amedrontada do nosso MNE. Ele que vá ver a história europeia. Sempre que nos chateámos, ganhamos!!
Se com este texto feri susceptibilidades fundamentalistas, só têm que as expressar por e-mail para: ostres.s33@sapo.pt

MS
publicado por GERAL às 18:09
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