Terça-feira, 31 de Outubro de 2006

O motard...

Hoje não vou ser filosófico nem introespectivo... vou dizer mal mesmo! Forte e feio!
 
Nós, humanos, somos bons a criar ferramentas e temos evoluído sempre com a ajuda de ferramentas. Umas são excelentes e fundamentais, outras nem por isso mesmo e deviam ir para o lixo.
 
Gosto de carros e de conduzir e, na medida da minha paciência e carga anafilática, procuro respeitar os ditos do código (apesar de achar que uma boa parte foi retirada do pântano primevo que é a inteligência de algumas alimárias que, infelizmente, ainda se reproduzem). Procuro respeitar a velocidade, a sinalização e filas de trânsito e tudo o mais que aflige o cidadão comum em termos de gestão de tráfego.
 
Há no entanto dois grupos que acham que estão acima de qualquer regra de trênsito e, ainda por cima, acham que os outros têm que os aturar. Refiro-me aos políticos nas suas viaturas (oficiais e privadas) e aos motards (que raio de palavra arranjaram para falar em moteiros ou motoqueiros.
 
No primeiro caso é vê-los a passar, muitos deles com os pirilampos à frente (GNR) que agressivamente empurram toda a gente para fora do caminho, apenas porque lá vai um imbecil a ler o jornal, com ar de enfado pois não entende as notícias que lê (ou então, no meio do jornal leva uma revista da Gina escondida e vai a bater umas...). Os que não têm direito a pirilampos ou o motorista não pode vir, é vê-los a passar a 200 Km/H numa estrada nacional e se aparecer o infeliz do GNR a tentar multá-los, lixam a vida ao desgraçado do polícia e mandam-no para a bósnia, em calções.
 
Mas de certa forma, creio que já nos habituámos a estas coisas da parte dos nossos políticos (que nem dormem a pensar no nosso bem estar... que aindavamos tendo).
 
O segundo caso, o dos cavaleiros do asfalto, esse incomoda-me profundamente. Eu acho que andar com os cornos ao vento e a levar com mosquitos nas trombas à falta de pára-brisas diminui a inteligência e aumenta a estupidez, até atingir proporções bíblicas. E porque digo eu isto com tanta veemência? Vejamos:
 
- Quando nos aproximamos de uma portagem, a mal ou a bem, nós, condutores de viaturas de 4 rodas lá nos ajeitamos nas filas, contrariados e à coca do “chico-esperto” (ou como dizem em Cascais, “Francisco-esperto”) que tenta passar à nossa frente na fila. Perante esta tensão, acrescida dos putos ranhosos aos berros atrás, o cão que uiva porque não gosta de andar de carro e das piscadelas ao carro da filado lado que está cheio de gajas boas, o condutor não se apercebe do perigo que se aproxima: o Hells Angel, modelo Português, versão de executivo com pintas 2.1.
Esse animal, montado em duas rodas, vem lá de trás, com as fuças cheia de besouros e mosquitos mortos e passa entre os carros e mete-se à frente da fila para pagar a portagem. Como boa besta que é – e devidamente equipada – para em frente ao portageiro, tira as luvas, saca da carteira, vê que não tem dinheiro, descalça a bota e lá encontra umas moedas chulezentas e finalmente, depois de 15 minutos, paga. Mas entretanto a puta da fila quadriplicou de tamanho, apenas porque existem uns senhores que acham que passam à frente dos outros.
 
- Em segundo lugar, estão sempre a reclamar que os condutores não olham pelos espelhos e atiram os gajos para a berma e etc... Hello?? Está alguma coisa entre as orelhas? É que é o seguinte: os ciclistas de motos têm a mania de, em vias de mais de uma faixa em cada sentido ultrapassarem pelo meio. Que eu saiba, isso é ultrapassar pela direita, o que é proibido mas não! A culpa é dos condutores.... que parvos são por não saberem que os moteiros de 2ª passam pela direita.
 
A história que ser motard é um estilo vida irrita-me, ao qual eu costumo responder “ser inteligente é um estilo de vida” e sinto-me cada vez mais solitário...
 
MS
publicado por GERAL às 16:51
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Segunda-feira, 30 de Outubro de 2006

O Tuga e as suas birras...

Neste Blog – este espaço de escárnio, mal-dizer e barafunda – temos referido imensas causas de risota e crítica à Terra Estranha. E, creio, temos esquecido um pouco a génese desse problema... o Tuga! Em toda a sua potência e voracidade.
 
É tempo, neste espaço de “cultura” tão tipicamente Portuguesa, analisarmos esse homo, aquele... o tal.... o tipo que nos representa onde quer que vamos e o que quer que façamos.
 
Tal como já anteriormente referi (noutros artigos), o tuga vive numa perfeita dualidade, isto é, tem o esterótipo que vive para o mar, que somos uma nação de marinheiros e conquistadores e depois, na realidade, não tem conquistado nada nos últimos séculos. Aparentemente, o tal espírito conquistador ficou-se pela “geração de ouro” que seguiu D. João I e perdurou mais uma ou duas gerações.
 
Caracterizemos, pois, este fenómeno da evolução que dá pelo nome de Português:
  1. Não nos limitando a considerações físicas, o homem português (e também é válido para as mulheres) é tendencialmente feio. Pequeno, atarracado, com uma coloração meio estranha e de bigode tem por hábito coçar as “partes” em publico num ritual que, acredito, tenha a ver com marketing sexual ou algo do género. Gosta de cuspir e atropelar o próximo e procura sempre algo para tentar vender. Basta ver que o desenvolvimento das empresas da Terra Estranha passa, sempre, pela contratação de 400 vendedores por m2 e pela tentativa de abertura de um “negócio” (não importa qual).
  2. A mulher, por seu lado, costuma ter uma voz esganiçada e é tendencialmente feia, pequena e com uns quilitos a mais nas zonas mais inusitadas. Parece que descobriu agora a modernidade ao sustentar a aquisição de toneladas de revistas côr-de-rosa (tão bem referenciadas num outro artigo deste espaço, da autoria de JLM) que se pautam por resmas de artigos sobre a sexualidade e variam entre técnicas de gozo, modos de pinar e pequenos “truques” do prazer que, em bom abono da verdade se diga, são mais velhos que Abraão e já deveriam sair naturalmente (acho que é escusado estar a dizer que o orgasmo até é fixe).
  3. Apesar de muito apregoado, o Português não tem feitio para o negócio, se exceptuarmos o pequeno café de rua (que o dono aumenta os preços constantemente para poder comprar um mercedes modelo “pato-bravo” 2.2 CDI) ou da merceeiria de bairro (que o dono ainda é pior que o do café). O homem Português – essa fera dos negócios, esse baluarte da virtuosidade – só sabe gerir negócios em mercados fechados, dominados por uma empresa que, independentemente dos volumes de negócio ou lucro, está constantemente a despedir.
  4. Além disso, é tendencialmente desorganizado (daí a sua capacidade de improvisação uma vez que o desgraçado que ficou com a “batata-quente” na mão quer é despachar o assunto para poder ir ver o jogo de futebol com os amigos, no café, que aumentou os preços recentemente para pagar a SporTV que é uma empresa única... estão a ver as ligações da coisa?) e gosta de dizer mal apenas pelo facto de dizer mal. Nem sequer sabe qual o assunto em discussão mas diz mal. Por exemplo: se lhe perguntarem o que acha da introdução de neutrões nos aceleradores de partículas começa, invariavelmente, pelo seguinte discurso “Na minha opinião pessoal (temos que referir que o Português pode ter a sua opinião de terceiros.... é sua, expressa por ele, mas pertence a terceiros) acho que os neutrões deveriam tomar em linha de conta o apoio aos velhos (ou outra qualquer coisa inusitada e inopinada)”.
  5. O Tuga – verdadeiro paladino da rectidão – é, também, cobarde porque depois de sessões de criticas e dizer que está tudo mal, quando alguém se atreve – sim, é um atrevimento – a sugerir algo do género “Ok, então vamos lá corrigir as coisas”, olha para o relógio e diz que está atrasado para o reality show (que são cada vez mais inacreditavelmente estúpidos) ou refugia-se naquela frase que é transversal ao Tuga: “Euuu! E os outros?não fazem nada?”. O tuga não dá a cara por nada. Prefere berrar, à distância, o tradicional “deslarguem-me senão eu mato!” mas quando chega o momento é vê-los a caminhar apressadamente para casa, a coçar as “partes” e cuspir no chão.... nada como um bom escarro libertador.
  6. A pior coisa que se pode fazer fazer a um Tuga é pô-lo a mandar. O empregado que desenvolve a espinha servil, lambe sacos até chegar a um cargo de chefia atravessa uma transformação à semelhança de uma pupa para um borboleta. Assume um ar arrogante, os ex-colegas – que ficaram para trás porque não lamberam o suficiente – são vilipendiados e humilhados pelo novo “chefe”. Subitamente, o novo líder desenvolve gostos estranhos pela cultura (só liga o canal 2 da RTP para ver o debate sobre o novo livro de Lili Caneças), transita do jornal “A Bola” para a secção de desporto do “Correio da Manhã”, é esquisito com os gostos de carros (só admira o mercedes modelo “pato-bravo” 2.2 CDI) e vai a correr ao IKEA comprar uma estante modelo “Chupamus” em plástico para encher de livros que vai comprar à FNAC e que nunca – mas mesmo nunca! – irá ler. Selecciona os amigos entre aqueles que aparentam ter mais bens materiais e que anunciam que ao jantar só comem fillet-mignon mas quando interrogados sobre a quantidade ingerida respondem, invariavelmente, “2 tijelas!”.
  7. Para finalizar esta breve descida aos infernos, o tuga ambiciona ingressar na vida política (não porque pense em fazer algo em prole da comunidade mas sim porque é mais fácil sacar uns cacaus assim do que abrir um café onde tem de trabalhar). O político da Terra Estranha provém de dois ramos evolutivos distintos:
    1. A sua árvore geneológica está pejada de chulos... digo, políticos, ou
    2. Começou como Presidente da Junta e foi refinando a arte de não fazer nada... digo, da política.
Basta ver os exemplos que por lá andam (não estou a referir partidos mas sim classes) para perceber qual a adoração que existe por esta actividade. É vê-los entrar como pedintes e vê-los a sair como Presidentes de Conselhos de Administração, Empresários, Homens de Dinheiro, enfim, toda uma panóplia que advem de um grau de incompetência de fazer bradar aos céus.
 
Prometo que, brevemente, retomarei esta súmula de “virtudes” do (e da) Tuga, este intrépido habitante da Terra Estranha que, mesmo quando todos dizem que batemos no fundo... conseguimos descer um pouco mais.
 
Mas agora desculpem-me, é que descer ao Inferno de Dante para esta análise não é fácil e a mente não consegue abarcar tal evolução.
 
MS
 
p.s.: Para aqueles que vão, invariavelmente, dizer “Se dizes isto, porque não fazes diferente ó palhaço!” só tenho um pequeno comentário: eu já comecei a minha catárse ao escrever neste Blog... e vocês?
publicado por GERAL às 15:40
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Sexta-feira, 27 de Outubro de 2006

Sexo e Politica... a Dualidade

Sexo e Política
 
Nos dias que correm é cada vez indissociável sexo e política mas qual é a verdadeira importância dos dois? Vamos “penetrar” um pouco mais esta temática que tanto afectam o nosso dia-a-dia e é indelével do desenvolvimento humano.
 
Do ponto de vista humano, sexo foi a melhor invenção de sempre da natureza, tão bem sublinhada no Kama Sutra, a biblia dos excitadinhos. Ora a malta sempre armou confusão por causa do sexo e a história está carregadinha disso. Vejamos alguns exemplos:
 
- Guerra de Tróia: de acordo com a lenda, a vaca da Helena andou a papar o Menelau e o irmão de Heitor e armou a maior confusão que se pode imaginar. Anos de guerra, paneleiragem sem fim entre os gregos (veja-se o exemplo de Aquiles e Patrócolo) e por muito que digam que as razões foram mais prosaicas (como o dominio do Egeu, do comércio e do ouro) a verdade é que não... foi a gaja mesmo e o excesso de testosterona.
 
- As Cruzadas: Por muito que digam que são considerações e motivos religiosos continuo a achar que tudo tem origem no sexo. Vejamos algumas considerações:
            a) O Papa é conhecido por não o praticar (aliás é proibido)
            b) A pressão hormonal aumenta o mau estar
            c) Logo, há que ir “foder” institucionalmente o juízo a terceiros.
Para além disso, quem conhece história sabe que na idade média as coisas estavam a tomar um caminho de libertinagem por isso manda-se os tipos para longe, combater, e fica a padralhada com as gajas todas.
 
- Maria Antonieta: Essa mandou comer brioches porque não havia comida. Eu acredito que mandou comer outra coisa mas houve um problema de tradução (a gaja era austríaca e tinha um defeito de linguagem, incuía “i’s” em todo o lado).
 
Há muitos outros mas estes chegam para ilustrar a importância do sexo na evolução Humana. Mas o que isto tem a ver com política? Tudo!
 
Se a malta só andasse a pinar, malucamente, nunca tinhamos inventado nada para além da lingerie, além do que andávamos sempre cansados e a discutir quem ía papar quem. Ora, no passado distante, apareceram uns espertalhaços que inventaram o sexo seguro, isto é, sentados numa secretária, fodem milhares sem o minimo esforço, para além de enviar um e-mail.
 
Nesta situação nem preciso de dar exemplos, basta ler as secções de politica dos jornais e verificamos os constantes actos sexuais cometidos, nas mais variadas posições e repetidamente. Creio que em termos fisicos, o futuro do Homo Sapiens é possuir orgãos sexuais exageradamente desenvolvidos para, assim, o Homo Politicus estar mais à vontade. É que nalgumas sociedades, perder os três é doloroso!
 
Este é um tema que ainda voltarei a explorar, sobretudo as posições que encontramos em qualquer programa de acção política.... o que acho, contudo, curioso, é que já devemos estar habituados a andar com o traseiro em sangue. É que os gajos continuam lá!
 
MS
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Quinta-feira, 26 de Outubro de 2006

República das Bananas

Ao contrário do rasgado elogio ao corpo de agentes da Polícia Judiciária, a Magistratura do Ministério Público não é merecedora de igual reconhecimento.

 

Os Magistrados do Ministério Público estão distanciados da realidade. Tem uma atitude sedentária na investigação criminal.

 

A maior parte dos Magistrados do Ministério Público não sabe utilizar o poder que lhes é conferido e tal deve-se à falta de formação no combate às novas formas de criminalidade, resultantes da globalização dos mercados e do impacto das tecnologias de informação que criam uma criminalidade veloz, sem fronteiras, sofisticada, mutável e que explora as diferenças de legislação entre países.

 

Os tribunais não têm capacidade de resposta. Os processos investigados acabam por conduzir a penas ridículas e a arquivamentos por prescrição devido a um desfasamento legislativo entre o Código Penal e o de Processo Penal. O que resulta em impunidade e deficiente funcionamento. Tal traduz-se de forma inequívoca numa deficiente agilidade processual, fruto de investigação criminal cada vez mais complexa.

 

O problema não é de Leis é de prática, isto é, não existem más ou boas Leis, existem sim más ou boas interpretações da Lei.

 

É imprescindível a celeridade na máquina judicial sob prejuízo dos lesados que vêm cada vez mais os seus prejuízos agravados pela ausência atempada de decisões proferidas no mais custo espaço de tempo de forma a não adicionar mais prejuízos aos já existentes. De facto não há justiça na espera.

 

O país corre o risco de se transformar numa “república de magistrados”. O tribunal não pode ser utilizado para mudar o mundo, mas para combater o crime e proteger a sociedade.

 

Em Portugal há sempre margem de interpretação da Lei. O erro grosseiro só surge quando há violação directa da Lei. Se o erro for tão grave que exceda o âmbito do processo e recolha da prova, é evidente que devem ser aplicadas penas disciplinares, pese embora que até à presente data não há conhecimento de que alguma vez os tribunais portugueses tenham sido condenados por não terem promovido deferimentos em tempo útil. Normalmente cabe aos lesados esperar e desesperar, sem prazos à vista, pela conclusão do processo e trânsito em julgado.

 

O Ministério Público tem ao seu dispor mecanismos que lhe permitem acelerar as diligências tendentes a uma rápida solução, mas contrariamente do que seria de esperar, refugia-se no mais esconso articulado da Lei, demonstrando insensibilidade e falta de bom senso, não olhando aos prejudicados e caindo no vício do “jogo do empurra” delegando para a instância seguinte a tomada de posição que corajosamente deveria ser tomada por si, não relegando para data ulterior em outra sede de decisão.

 

Salvo honrosas excepções, o Ministério Público traduz-se actualmente por um colégio corporativo, onde impera a prepotência do “quero, posso e mando”, relegando o comum do cidadão à sua ínfima expressão de contribuinte pagador, sem demonstrar humanidade nem humildade nos seus actos.

 

Urge mudar esta atitude fruto da mentalidade instituída e dificilmente explicável e entendível aos nossos companheiros europeus que nos vêem e ao nosso país como uma “República das Bananas”. 

CCBM

publicado por GERAL às 17:33
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Quarta-feira, 25 de Outubro de 2006

Os grandes Tugas da nossa História.

Considerem-se cumprimentados, vós que por estas linhas erram sem norte (também não vai ser aqui que o vão encontrar) nem rumo, mero capricho à distância de um clique.

 

Vai estrear um programa na TV que se destina à eleição do maior tuga da nossa história. Confesso que estou expectante. Sempre achei a nossa caminhada pelo mundo verdadeiramente épica. Pena que, actualmente, tenhamos perdido essa característica.

 

Temos inúmeras figuras do passado de que nos podemos orgulhar, o mesmo não acontece com os presentes estadistas. Estes (com maior incidência para os últimos 5 anos), pelo contrário, estão empenhadíssimos em figurar como responsáveis por um dos piores períodos do país.

 

Mas voltando ao programa.

 

Estive a dar uma vista de olhos a alguns dos candidatos e fiquei verdadeiramente surpreendido com as escolhas de algumas figuras. Não é que temos jogadores de futebol, apresentadores de televisão, ditadores, artistas e treinadores a concorrer a Maior Personalidade da História de Portugal!

 

Isto realmente atinge o absurdo, desde quando 1 jogador da bola é uma personalidade importante para o país? Ou um escultor? Ou um artista? Pode ter relevo, é certo, mas daí a ser importante... A ser 1 marco para todos nós……

 

Como é que se pode comparar um Figo ou uma Maria de Medeiros ao D. Afonso Henriques? Um dá pontapés na bola, a outra interpreta o que outros criaram ou escreveram e o terceiro… apenas fundou um país (deve ser coisa pouca, facilmente ao alcance de qualquer um).

 

Já agora, também devíamos incorporar neste concurso umas modelos ou algum escudeiro de um nobre qualquer. Se dar pontapés num esférico é digno de enaltecimento histórico, cuspir na espada antes de a dar ao seu senhor para este chacinar uns mouros também deve ser reconhecido.

 

E já que a misturada está lançada, proponho que coloquemos mais algumas figuras contemporâneas, merda por merda, mais algumas não farão diferença, por exemplo: O Sócrates, A Manuela Ferreira Leite, O Marques Mendes e mais alguns iluminados líderes de opinião deste país.

 

A escolha é farta, mas se calhar há um que devia ser aclamado: O POVO!

 

É ele que sofre com tanto iluminismo e com a grandiosidade de terceiros. Mas, venha o programa, estou com curiosidade em ver quem é que Portugal vai escolher para a Maior Figura da nossa História.

 

RdS

publicado por GERAL às 12:37
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Quinta-feira, 19 de Outubro de 2006

Choque….mas eléctrico.

Saudações!!!!!

 

Hoje sinto-me chocante. Não sei porquê, mas de certeza que existe uma explicação.

 

Será por causa da previsão de aumento da factura nos serviços de electricidade? Nãããã!!! Um aumentozito de 15,7% é normal. Até porque, coitados, o ano passado só obtiveram um lucro recorde, algo à roda dos 1000 milhões de euros, coisa pouca.

 

Além disso eles têm sido bons samaritanos, até têm subsidiado o país no preço da electricidade e tudo….Agora que o sector vai ser liberalizado estas benesses tem de acabar. A concorrência assim o obriga. Obviamente, é que se espera quando um mercado é liberalizado - os preços disparam, para cima.

 

Esta é a normal conclusão de qualquer dogma da economia ou da gestão. Existem por aí uns livros e manuais académicos que estão completamente desactualizados. Os professores deviam saber que, na prática, é assim que as coisas acontecem: Quando há concorrência os preços sobem! O resto do mundo é que ainda não percebeu esta máxima.

 

Como expoentes máximos da qualidade em gestão, pujança económica e inovação o nosso país tem de estar na vanguarda dos conceitos. Temos de induzir o mundo a seguir o nosso exemplo.

 

Assim SIM, isto é verdadeira liderança! Até conseguem apanhar o governo desprevenido…. Ops, isto ainda põem em causa o rigoroso Orçamento apresentado esta semana.

 

Hum! Nããã. O nosso Ministro é dos bons, sabe tudo, deve ter previsto a aquisição de velas e de geradores manuais para os computadores e elevadores da administração pública. Que outra forma existe para explicar o aumento de emprego em 40.000 postos de trabalho.

 

Já estou a ver os nossos governantes nas suas ilustres ordens para os funcionários: “Vá toca a dar à manivela, tenho de enviar um mail”. De certeza que vamos usar aqueles portáteis fantásticos que andam a enviar para o terceiro mundo, aqueles que não precisam de electricidade.

 

Além disso temos de ver as inúmeras vantagens que vão existir para os cidadãos da terra estranha. O quê? Estão cépticos? Isto realmente! Olhem lá estes exemplos:

 

1)      Vamos passar a fazer mais vezes jantares românticos, à luz das velas e tudo;

2)      Os putos vão adorar regressar ao passado, sem TV, nem Playstation, nem nada dessas coisas;

3)      Sem estas porcarias, o acto de deitar os putos vai ser uma maravilha! Como não há nada para fazer, eles nem se vão importar de ir para a cama cedo.

4)      Os hábitos de leitura ainda vão diminuir mais. Pois à luz das velas não dá lá muito jeito, assim poupasse os olhos e escusa-se de estar a ler coisas que podem induzir ao pensamento estruturado.

5)      Os preços dos produtos: é claro que vão subir, mas assim é bom! Escusamos de consumir, poupamos mais. O país agradece e a balança de transacções também. Isto partindo do óbvio pressuposto que as exportações, no mínimo, se vão manter.

 

Poderia listar ainda mais exemplos, mas não vale a pena. A mensagem já passou.

 

Para ser perfeito, só espero que a gasolina, em 2007, também acompanhe o exemplo da electricidade. Já viram as vantagens? Não? Não pode ser. Estão distraídos….Deixem-me dar alguns exemplos:

 

1)      Diminuição do fluxo de carros, esta é a melhor de todas. Menos poluição, mais lugares de estacionamento.

2)      Aumento do exercício físico, como consequência da 1ª, é claro.

3)      Diminuição dos índices de obesidade em termos gerais, intimamente ligado à 2ª. Como vamos andar mais a pé, manter a linha vai ser “canja”.

4)      Aumento dos preços, ver ponto 5 das vantagens do aumento da electricidade.

 

Estão a ver?

 

A verdade vem sempre ao de cima.

 

É caso para dizer: VIVA OS CHOQUES!

 

Já tivemos o Choque Fiscal, o Choque Tecnológico, e agora caminhamos a passos largos para o ……. Choque Total.

 

RdS

publicado por GERAL às 10:09
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Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006

O ORÇAMENTO RIGOROSO.

Caríssimos e caríssimas que perdem tempo a ler estas letrinhas perdidas na obscuridade da Internet.

 

Como não podia deixar de ser, hoje venho juntar umas achas à fogueira sobre o que tem sido dito deste Orçamente de estado para 2007.

 

Não sou nenhum especialista no assunto, nem quero ser e tenho cada vez mais raiva o seja.

 

Mas como elemento vivo, é melhor dizer sobrevivente, mesmo, deste calhau errante da Europa também quero dizer umas larachas sobre este assunto. Quantos mais melhor e cada um com a sua “acha” para aumentar a “fogueira” especulativa sobre o que se vai passar em 2007.

 

Ora bem, um Orçamento representa uma previsão do vai acontecer, tal qual uma bola cristal, e, há semelhança de qualquer quiromante, o futuro que aparece é sempre uma caixinha de surpresas.

 

Normalmente, quando se tenta prever o futuro o que queremos ver?

 

MILAGRES.

 

Seja em aumentos de receitas, em diminuições de custos, ou “saiu-me o euromilhões, estou rico, vou bazar deste país”, o que queremos é ver algo positivo.

 

Mas, neste caso, não, temos de ter um Orçamento de Rigor. Sério! Que seja um “guia turístico-financeiro” do país. Como tal, uma vez mais, na senda dos Orçamentos de Estado dos últimos anos, este não foge à regra.

 

Mas temos uma garantia, apesar do que já foi, previamente, anunciado com pompa e circunstância por outro ministro deste governo, este é que vai ser o Orçamento de combate à crise. (Afinal acabou, ou não, a crise?????).

 

Engraçado, os outros eram Orçamentos de quê??????????

 

Olhando os jornais e os comentários de quem percebe do assunto (eu não sou um deles, limito-me a “papar” e a “papaguear” as opinium de terceiros) conseguimos perceber (confusamente é certo, mas a culpa é minha) que afinal este Orçamento não é o que se esperava.

 

“Uma vez mais vamos adiar um ano as grandes reformas da administração pública”. “o Orçamento cresce à custa de aumento de receitas e não da diminuição das despesas correntes do Estado”. “Os impostos vão aumentar”. “Os ordenados vão diminuir”. Etc, etc, etc.

 

Eu podia encher este artigo com resmas de títulos, artigos e opiniões sobre este assunto, mas quem quiser saber mais que vá ler os jornais. Em resumo, Mais um ano e chegamos à conclusão que: CONTINUA TUDO NA MESMA!

 

Pior, já não bastava o esforço feito por toda (bom pelo menos por alguns) a nação para equilibrar o Estado e relançar a economia, ainda por cima vemos que:

 

1)      Esforço foi em vão;

2)      Vamos continuar a fazer mais esforço;

3)      Além de apertar os cintos, vamos ter de apertar os elásticos das cuecas;

4)      Os mesmos vão continuar a encher-se;

5)      Os mesmos vão continuar a ……esvaziar-se;

 

FRANCAMENTE!

 

Já percebi que nenhum governo vai conseguir por a “terra estranha” no pódio do sucesso, as políticas são as mesmas, os meios e os instrumentos são os mesmos, as promessas também são as mesmas, é tudo a mesma coisa.

 

NÃO SERÁ ALTURA DE TENTAR ALGO DIFERENTE?

 

Proponho o seguinte:

 

1)      Erradicar o Orçamento, como também não se vai cumprir é indiferente se existe ou não.

2)      Criar um novo documento, que se podia chamar VISIOGRAMA FINANCEIRO de ESTADO.

3)      Nesse visiograma fazer previsões iluminadas de como queremos que decorra a economia nacional (aqui surge imediatamente uma questão, será que sabemos o que queremos?).

4)      Incluir a economia paralela e o índice de fraudes nas previsões. Ao menos sempre tínhamos valores interessantes para analisar.

 

Irrealidade por irrealidade, ao menos com este método o país andava mais contente e, quem sabe, até podia dar-se o caso de resultar.

 

RdS

publicado por GERAL às 10:14
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