Terça-feira, 17 de Outubro de 2006

Palavras Proibidas - Parte I

Ora muito bom dia a todas(os)
 
Todos os anos, vários génios reunem-se em hotéis de luxo (quem pode, pode) para debater a evolução da lingua portuguesa e sua modernidade, resultando de tão sábias reuniões o re-fazer de conceitos linguísticos e dicionários.
 
Com o passar do tempo, algumas palavras tornam-se proibidas e é dessas que venho justamente falar.
 
  1. Civismo → Para alguns provém da marca de carros Honda Civic mas embora parte da raíz seja semelhante, não tem nada a ver. Quem assim pensa, sofre de um agudo caso da contracção da preposição estúpido com o adjectivo alarve. Em tempos utilizado em campanha política, este termo rapidamente caíu em desuso, tendo sido substituído por tótó.
 
  1. Liberdade → Não sendo proibida, tem direito a pertencer a esta lista uma vez que já ninguém sabe a sua origem ou significado. Usada tanto à esquerda como à direita, é quase tão importante no léxico português como o caralho. Dá para tudo, podendo ser a liberdade da esquerda, da direita, do dinheiro, dos ricos, do negócio, etc, mas nunca – repito, NUNCA – do cidadão.
 
  1. Justiça → Representada por uma senhora vendada, a transportar uma balança e com uma mama de fora, é outra das palavras que, frequentemente usada, nada quer dizer. Aliás, de acordo com estudos recentes, apontam que a palavra deveria ser Juspiça, dada a forma como as mais simples regras são violentamente sodomizadas. A sua representação, já referida, está adequada, uma vez que a ideia subjacente é que é uma peixeira (balança + espada) disponível para a trancada (mama de fora) e alimenta uma cáfila (adj. de conjunto de juízes) de indivíduos.
 
  1. Trabalho → Palavra que representa a dualidade nacional. Associada a ideias de crescimento (vide: Crescimento), o trabalho está na lista das espécies em extinção. Embora seja comumente associada a uma vontade Nacional, está tão distante como qualquer outro corpo celeste está da Terra. Falar em trabalho é fino e bem visto mas a sua acção é do mais repugnante que se pode trazer para a sociedade Portuguesa, a não ser que seja o trabalho que dá não termos de trabalhar.
 
  1. Crescimento → Motivo de risada, é o tipo de linguarajar usado nalgumas classes, nomeadamente a política, em tom sério mas mais adequado a uma anedota que todos conhecem mas acham sempre piada ouvi-la.
 
  1. Empresários → Ainda não estavam presentes há 65 milhões de anos atrás senão teriam sido dados como extintos, tal como os seus primos – os dinossauros! Na lingua materna é uma contracção minimalista da expressão latina: sou – uno – vazium – intelectualum – chulorum – e t –principalium – exploratorum – du – estadorum – querendorum – dinheirorum – sem – trabalharis. Desconhecem-se razões paraa sua actual existência embora o barulho que fazem se assemelhe a um estampido sónico... deve ser dos mercedes a acelerar na A1!
 
  1. Pensar/Pensamento → Talvez a mais obscura de todas as palavras do léxico português, foi também aquela que mais depressa foi excluída do dia-a-dia. Associada a enxaquecas e dores de cabeça, aparece frequentes vezes ligada à vida íntima dos casais. Ex: Hoje não querido! Estou a pensar.
 
  1. Salários Justos → A mais perigosa de todas as palavras da língua de Camões. Qualquer pacto satânico é mais bem visto pela Igreja Católica do que os Salários Justos pelos Políticos Portugueses.
 
  1. Indústria Portuguesa → Significa “A Miragem Inalcançável dos Profetas” e provém da língua Machu-Ká-Lélé (que por sua vez é desconhecida, presumindo-se que terá sido falada pelas trilobites há 150 milhões de anos atrás). Por forma a modernizar a língua Portuguesa, foi entendido pelo conselho de sábios que palavras ou expressões em línguas mortas seriam retiradas.
 
  1.  Heterossexual → Ofensa verbal gravosa, punida com pena de prisão de até 3 anos.
 
  1.  Ideia → [Censurado, de acordo com a norma 21az3 / 2006]
 
  1.  Desenvolvimento → Ainda hoje o Conselho Científico procura dados científicos que provem a sua existência. Até à data, mesmo após utilização de datação por carbono 14, ainda não foi encontrado e, como tal, O Presidente do Conselho Científico recomenda a sua não utilização por motivos de saúde.
 
Por hoje é tudo, mas brevemente apresentaremos mais palavras no novo dicionário Português.
 
MS
publicado por GERAL às 16:31
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Segunda-feira, 16 de Outubro de 2006

A luz ao fundo do túnel.

Caros bloguistas!

 

Finalmente!

 

É com prazer com escrevo estas linhas. Afinal não é todos os dias que temos um ministro a anunciar que a “CRISE ACABOU”.

 

Até já me sinto melhor. Depois destes anos todos de calvário, vamos poder voltar a respirar e relaxar o “cinto”. É que o meu já não tinha buracos que chegasse e o sapateiro dizia que já não era possível fazer novos buracos. E com a crise que estava, eu não me sentia no direito de comprar um novo, isso era desperdício e em tempo de “vacas magras” não se desperdiça.

 

Mas foi a Comunidade Europeia que deu o mote, primeiro anunciou que vai estipular medidas mínimas nos modelos de alta-costura para combater a anorexia. Espanha já adoptou e nós, para não ficarmos atrás, decidimos que a época das “vacas magras” já acabaram.

 

Só não percebi se esta medida é uma proposta de Lei para aprovação no parlamento ou se já é Decreto-Lei e aguarda publicação no Diário da República. Seja como for é uma medida que aprovo, agora é aguardar os seus efeitos práticos.

 

Espero que esta nova medida não entre em conflito com o anunciado orçamento de rigor para 2007, ainda bem que é no próximo ano que vamos ter um orçamento de rigor. Já chega de orçamentos de bandalheira como, pelos vistos, tem sido no passado.

 

Ainda gostava de saber o que passa na cabeça de um ministro para anunciar um orçamento de rigor, é quase o mesmo que dizer que “Desta vez é que vãos fazer as coisas bem feitas, não liguem ao passado, agora é que é”.

 

Além disso nota-se a plena harmonia e concordância governamental, como vamos ter um orçamento a sério também a economia vai entrar a todo o vapor.

 

Isto, sim, são boas notícias, finalmente temos luz ao fundo do túnel! (espero que não haja nenhum apagão ou que o maquinista seja cego, porque estamos todos fartos do túnel.

 

RdS

 

publicado por GERAL às 10:54
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Sexta-feira, 13 de Outubro de 2006

O Autismo social.

OOOOOOLLLLLLÁÁÁÁÀÀÁÁ!!!!!!!!

 

Caros bloguistas, para mal dos vossos pecados REGRESSEI a este espaço, que tem estado um pouco abandonado, bem sei, de escárnio e mal dizer.

 

Apesar de ter estado afastado da escrita, os olhos e a mente continuaram a observar a terra estranha. Há medida que o tempo passa, fico cada vez mais maravilhado com este promontório da Europa e, pelo o que a nossa comunicação social e o nosso governo dizem, pela senda do novo sucesso económico e social que é, ultrapassando todas as expectativas, digno do século XXIII.

 

Mas, sobre estes assuntos voltarei, oportunamente, para aplaudir o trabalho e o resultado dos nossos líderes, que merecem um destaque especial neste espaço.

 

Em plena época de prosperidade e pujança empresarial, é com alguma estupefacção e mágoa que constato que existe uma certa, como hei-de de dizer, indiferença no ar por parte dos habitantes da terra estranha.

 

Curiosamente, eles continuam a agir de forma pouco condizente com as mudanças que se têm operado e com as perspectivas daquelas que se advinham para um futuro próximo.

 

Vejamos, as pessoas aparentam uma crescente insatisfação, cada vez mais se reprimem nas suas vidas, os conflitos aumentam, tanto no seio familiar como na vida social, os níveis de tolerância estão a bater no seu ponto mais baixo, já não falando no desinteresse generalizado por tudo o que seja política, acções sociais, etc.

 

E Porquê?

 

Sinceramente estou confuso, segundo os analistas e demais “opinium makers” da nossa praça, estamos no bom caminho, aliás o estado em que vegetamos é o único caminho para relançar a “tugólândia” no mundo.

 

Se com este esforço todo estamos nesta situação, o que aconteceria se, porventura (mal estaríamos nós se tal desgraça abatesse no nosso quintal), fossemos confrontados com uma época menos abonatória? Com elevados níveis de desemprego, baixos salários, de chefias incompetentes, de incongruências organizativas, agitação social, fome, saída de empresas do país, deslocação de capitais para o exterior, corrupção……

 

Penso que caímos num novo paradigma – O AUTISMO SOCIAL.

 

Por muito que se faça os resultados são sempre marginais, não satisfazem nunca as expectativas e raramente se avizinha a saída da “desordem global do desenvolvimento”.

 

Se olharmos para as características do autismo e inferirmos na sociedade “tuga” facilmente encontramos muitos paralelismos, vejamos algumas características do Autismo:

 

  • Dificuldade na interacção social:
    • Dificuldade em fazer amigos;
    • Apresenta dificuldade em compartilhar suas emoções;
    • Dificuldade em demonstrar reciprocidade social ou emocional.
  • Prejuízos na comunicação:
    • Para aqueles onde a fala é presente, verifica-se uma grande dificuldade em iniciar ou manter uma conversa;
    • Uso estereotipado e repetitivo da linguagem;
    • Falta ou dificuldade em brincadeiras de "faz de conta".
  • Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e actividades:
    • Preocupação insistente com um ou mais padrões estereotipados;
    • assumir de forma inflexível rotinas ou rituais (ter "manias" ou focalizar-se em um único assunto de interesse);
    • preocupação insistente com partes de objectos, em vez do todo (fixação na roda de um carrinho, por exemplo).

Isto não é familiar?

 

Porque será que acontece?

 

Ou será que também estamos perante um caso de Autismo Governamental?

 

Aprofundemos:

 

Comecemos pela dificuldade na interacção social, se aparentemente qualquer um de nós diz que conseguimos fazer amigos, o que constato é que a especialidade na “tugólândia” está em fazer contactos, isso sim onde não se partilham emoções nem pensamentos e sim troca-se “ideias feitas” e de “socialite”. A reciprocidade assume uma nova postura que se caracteriza em “sacar o máximo e dar o mínimo”.

 

Ao nível da comunicação o que dizer, quem não apresentar comportamentos padronizados e não comunicar através de “chavões” aceites universalmente é marginalizado. Quem pensar pelo seu próprio pensamento é no mínimo excomungado, não queremos “choques” de comunicação, sob pena de levar à terrível consequência – O Pensamento.

 

Por último, padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e actividades, aqui encontramos claramente inúmeros exemplos. Tudo é estereotipado, tudo assenta em rotinas, desde a simples conversa mundana ao jogo de futebol, inclusive no coito.

 

Além disso cada vez mais nos preocupamos em “focalizar”, “especializar”, “nichos de mercado”, em vez de olharmos para o “todo” e daí iniciar as estratégias, planos, actividades, etc…

Enfim fico-me por aqui.

 

Até à próxima.

 

RdS

publicado por GERAL às 10:36
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 12 de Outubro de 2006

Censura

Ora muito bom dia a todas(os)

 

O tema quente dos últimos tempos, em termos de política internacional, tem sido a auto-censura efectuada a uma ópera uma vez que na encenação são expostas as cabeças decepadas de Jesus, Maomé, Buhda e Poseídon.

 

Foi argumentado, pelos “censuradores”, que o facto de aparecer um senhor de turbante – não lhe tirando qualquer tipo de importância – pode ferir as susceptibilidades de uns outros tipos de turbante e que temos que ter cuidado com eles proque facilmente começam a espumejar.

 

Curiosamente, esta situação passa-se num país de referência europeia que, inclusivé, já deram cartas sobre violências e pancadaria em quem se atrevesse a piscar os olhos... estou a falar da Alemanha.

 

Ora muito bem, entendo que a Liberdade (no seu sentido mais lato e não no sentido politiqueiro da coisa) é algo de muito bom e que melhor que isso é o respeito pela Liberdade de outros povos. Isto é, se eles (árabes) querem chafurdar por caminhos de violência, atavismo social, atraso social, atropelos aos mais básicos direitos, censura e estupidez colectiva estão à vontade. Por mim tanto se me dá como se me deu. O que me incomoda – suscitando alguns pensamentos um pouco mais violentos direccionados a Mecca – é que além de eles (árabes) serem uns cretinos na terra deles (repito, têm toda a legitimidade para o fazer), querem ser uns cretinos nas terras dos outros e assumem posturas minimamente estranhas.

 

De uma forma simples podemos dizer o seguinte:

Esses senhores apregoam constantemente que o corão e o islamismo são uma coisa porreiraça e que promove a paz, concórdia e amor.... desde que TODOS o sigam! Pois, assim é fácil não é? Não há oposição.

Por outro lado, gostam de anunciar nas televisões dos outros que são um excelente destino de férias e que aquilo é uma maravilha. O incauto do visitante chega ao local, depois de gastar uma pipa de massa em viagens, hóteis, ser maltratado nas embaixadas para pedir um visa, e depara-se com uma série de restrições em termos de comportamento porque – de acordo com o que eles dizem – “É a nossa tradição e cultura sabe. Portanto tem que a aceitar taxativamente, até porque o senhor veio ao nosso país”.

 

Eu acho isso muito bem. É a terra deles, são as regras deles e nós, que os visitamos,  temos de as aceitar, mais que não fosse, por respeito pelos nativos. O que já não acho nada bem é que os nativos – com a desculpa que são uns desgraçadinhos – venham trabalhar para um país terceiro (que também tem as suas tradições e cultura) e queiram impôr as suas regras, sobrepondo-as a qualquer outra regra local... Isso não aceito, de todo!

 

Alguns exemplos:

- Uma mulher ocidental que vá a um país árabe tem de ter cuidado e não mostrar pernas, braços, cabeça, cara, mãos, pés, etc porque senão os tipos ficam maus e dizem que não pode ser, que a cultura e religião deles não permite e bla bla bla bla bla. A ocidental aceita, põe-se aos preceitos dos sujeitinhos e lá continua a sua vida, a tirar fotos, etc, toda vestidinha, mesmo que estejam 72ºc à sombra.

- Mas uma mulher de lá vem até aqui, começa a por trapos à volta das trombas e diz que têm de a aceitar como ela é porque é apenas porque a dita cuja é muçulmana.

- Nós, ocidentais, não podemos dizer nada acerca da religião dos senhores e não podemos fazer qualquer tipo de alusão ao Maomé porque senão cai o Carmo e a Trindade.

- Por outro lado, arrogam-se no direito de queimar as bandeiras de países estrangeiros, efectuarem ataques terroristas em solo estrangeiro, desviarem aviões de companhias estrangeiras e insultarem, sempre que podem, os ícones religiosos ocidentais.

 

Os exemplos são muitos e não vou perder muito tempo. Eu digo, com toda a clareza, que não gosto dos tipos nem dos hábitos que têm. Para além disso, digam o que disserem, Maomé era iletrado, passou a vida a odiar tudo e todos e levou uma série de tribos a andarem à pancadaria umas com as outras. Para além disso nem sequer foi original e andou “pendurado” nas ideias de Cristo e a afirmar que Cristo e ele até eram iguais.

 

Não conheci nem um nem outro mas uma coisa sei: Cristo não andou a unir as tribos judaicas para uma guerra santa contra o império romano ou, sequer, contra a religião judaica que teimava em não Aceitá-lo. Professou o amor e igualdade entre os homens independentemente da sua religião. O que depois se passou na história da religião católica é diferente. Ele já cá não estava para refrear todos os papas sedentos de poder e de sangue de infiéis. Por oposição, foi Maomé quem andou a professar a liquidação (ou conversão) dos inimigos – que por acaso eram todos os que não o seguiam cegamente – e que para o mundo ser feliz até era fundamental que todos seguissem a mesma religião... a dele!

 

Eu chamo a isto despotismo e egoísmo entre outras coisas. Eu sou livre de seguir as minhas ideias, estou no meu país e vivo confortável com isso e não admito que pastores de cabra, atrasados culturalmente cerca de 500 anos venham dizer o que posso ou não posso dizer ou pensar ou criticar.

 

Se não gosto, agradeço que não venham para cá mas se querem vir, são livres de o fazer.... desde que se adaptem à vida e cultura do país de acolhimento. Com isso não quero dizer que têm de comer umas bifanas de porco ou umas sandochas de couratos e torresmos.

 

Cada vez me parece mais que a tolerância de que eles falam é do género... “tolero-te desde que sigas o mesmo caminho que eu”.... não vos parece que isto é xenofobia? A mim parece!

 

Mas parece que xenofobia só existe daqui para lá e nunca de lá para cá. Foram cometidos erros históricos e abusos no passado mas isso não dá o direito a ninguém de ter discursos fundamentalistas senão, qualquer dia, estamos a agredir os italianos por causa do império romano... por acaso só foi há 2000 anos atrás mas isso é irrelevante. E estão à vontade para me chamar xenófobo...

 

MS

publicado por GERAL às 18:04
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Outubro 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Nas voltas e reviravoltas...

. A Austeridade...

. Portugal e a Crise

. Jogo FMI

. FMI e afins

. O outro lado da exuberânc...

. Os Sufrágios!

. As idio(ti)ssincracias da...

. O país de betão

. O salário minimo e Portug...

.arquivos

. Outubro 2013

. Setembro 2012

. Maio 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds