Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Sucesso no mundo do Trabalho... Ensinamentos e Experiências

Caríssimos leitores,
 
Muito boa tarde/dia/noite a todos.
 
Voltei de novo e desta vez para referir algo de muito importante. Este espaço não é apenas de escárnio e mal-dizer... Não SENHOR! É, também, um local privilegiado de aprendizagem e de saberes. Vivemos num mundo moderno, competitivo, globalizado, onde a informação é tão ao mais vital que o dinheiro (basta ver as fortunas que são feitas em bolsa com informação privilegiada e muitas vezes secreta... eles dizem que é ilegal mas como ainda não vi ninguém ser preso, presumo que é informação errada).
 
Assim sendo, e por viver num país que se preocupa com o trabalho, com a produtividade e com o crescimento, aqui vão algumas notas valiosíssimas sobre o trabalho e como podem melhorar a vossa situação aos olhos do mundo, dos concorrentes e dos chefes:
 
- Se não souberes o que é, chama-lhe “Assunto”;
- Se não souberes como funciona, diz que é um “Processo”;
- Se não tiveres a certeza acerca da mais valia de fazer algo, diz que é uma “Opção”;
- Se não tiveres a mínima ideia de como se faz, diz que é um “Desafio” ou uma “Oportunidade excitante”;
- Se quiseres confundir os colegas e/ou superiores, pergunta-lhes pelos “Clientes”;
- Se não tiveres puto de ideia de como se faz “Atribui” essa função a alguém;
- Se não sabes tomar decisões (ou tens medo delas), “Cria espaço” para os outros operarem independentemente;
- Se tens mesmo necessidade de tomar uma decisão, “Organiza um “Workshop” ou um “network” para debater o assunto, depois marca um dia de reflexão para marcar o posicionamento até que consigas um “buy in””;
- Nunca te auto-critiques ou auto-vanglories, chama-lhe “Partilhar informação”;
- Nunca apontes nada como um falhanço, diz antes que é “uma experiência de aprendizagem positiva”;
- Nunca discutas, tem sempre “conversas adultas”;
 
E agora algumas dicas de como sobreviver no local de trabalho:
 
- Se não conseguires ter o teu trabalho pronto nas primeiras 24 horas, trabalha à noite...
 
- Uma palmadinha nas costas está apenas uns centímetros acima de um pontapé no traseiro...
 
- Não sejas “insubstituível”. Se não podes ser substituído, não podes ser promovido...
 
- Não importa o que fizeste, só importa o que DIZES que fizeste e aquilo que VAIS fazer...
 
- Após cada aumento de salário, tens sempre menos dinheiro no final do mês do que tinhas antes...
 
- Quanto mais “merda” aguentas, mais “merda” vais levar no futuro…
 
- Podes chegar a qualquer lado se tiveres um ar sério e vestires um fato...
 
- Come um “sapo” logo pela manhã e nada de pior te acontecerá durante o resto do dia...
 
- Quando as chefias falam de aumento de produtividade, nunca falam a seu próprio respeito...
 
- Se à primeira não consegues, tenta outra vez. Depois desiste. Não há necessidade de seres um “idiota” por causa daquilo...
 
- Sempre que o teu chefe te pedir uma boleia para casa, tens latas de cerveja vazias no carro ou está cheio de vomitado de bebé ou de merda de cão...
 
- Mantém sempre o chefe do teu chefe, fora das costas do teu chefe…
 
- Tudo pode ser arquivado nos “pendentes”...
 
- Nunca atrases o final de uma reunião ou o início da hora de um cocktail...
 
- Errar é humano, perdoar não é a nossa politica...
 
- Todos podem trabalhar bastante, desde que não seja aquilo que é suposto fazerem...
 
- Cartas importantes que não têm erros, adquirem-nos quando enviadas por e-mail…
 
- Se és bom, atribuem-te todo o trabalho, se és mesmo bom, põem-te fora dele...
 
- Estás sempre a fazer algo marginal ou irrelevante quando o teu chefe vai à tua secretária...
 
- As pessoas que vão a Conferências são sempre aquelas que não deveriam ir...
 
- Se não fosse pelo último minuto, nada ficaria feito...
 
- No trabalho, a autoridade de uma pessoa é inversamente proporcional ao número de canetas que transporta...
 
- Quando não sabes o que fazer, anda depressa e aparenta estares preocupado...
 
- Conseguir realizar um trabalho impossível não é desculpa para não cumprir as regras...
 
- Quando confrontado com um problema difícil, poderás resolvê-lo mais facilmente se o reduzires à pergunta: “Como é que o Zorro resolveria isto?”...
 
- Não importa o que faças, nunca será suficiente...
 
- A última pessoa que se demitiu ou foi despedida será sempre responsável por tudo o que corra mal...
 
Bem, dito isto, na esperança que vos possa ser útil no melhoramento das vossas carreiras, despeço-me até à próxima... Mas já agora olhem à vossa volta, para os vossos colegas de trabalho e chefes e digam-me que o que aqui está não é verdade...
 
Um abraço
 
MS
publicado por GERAL às 12:17
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Terça-feira, 15 de Abril de 2008

Actividades lúdicas e mais cretinices

Caríssimos leitores,
 
Muito boa tarde/dia/noite a todos.
 
Olá a todos/as... Hoje estou um pouco chateado, eu diria mais, estou lixado com F. E porquê, perguntam vocês (pelo menos aqueles que são alucinados o suficiente para ter curiosidade)?
 
A razão é simples e passo a explicar:
 
Para quem não sabe, os meus avós maternos eram de uma pequena aldeia na costa alentejana, logo abaixo de Vila Nova de Milfontes que dá pelo nome de Almograve (para os curiosos, aqueles mesmo curiosos, recomendo Google Earth... tem lá umas fotos bem giras do local). Típica aldeia alentejana, com as casas caiadas de branco e com a barrinha azul (desconfio que as barras de outra cor que apareceram mais tarde foi uma modernice dos emigrantes que não fazem a mínima ideia das origens antropológicas da barra azul), à beira-mar, numa costa que é caracterizada pela (ainda) beleza e pela (ainda) pureza.
 
Feita esta descrição quase idílica da coisa, quando era miudo e adolescente passava os três meses de férias na casa dos meus avós e, como devem calcular, era um forró, isto é, praia, miúdas e cerveja... não necessariamente por esta ordem.
 
Para além destes pormenores mais lúdicos da coisa (ou lúbricos... depende sempre da percepção do leitor), foi no Almograve – e com o meu avô – que aprendi uma série de coisas que, só hoje, começo a apreciar nomeadamente os rudimentos da agricultura (fiz uma pequena sementeira, ou como se diz por aqueles lados uma leira, de feijões e consegui matá-los a todos), dos ciclos agrícolas, dos ciclos das marés, como perceber os “humores” do mar e como pescar. O meu avô, tal como todos os outros habitantes locais, sobretudo os mais velhos, retiravam do mar uma série de bens alimentares que colmatavam os que não existiam por não terem dinheiro nem para comer... sim, o eterno problema das reformas e do baixo poder de compra não é de agora, é bem mais antigo.
 
Mas adiante! Como dizia, aprendi com o meu avô a ver a pesca não como uma fonte de rendimento ou um momento de fuga à realidade mas sim como uma necessidade de subsistência e um prazer. Passei horas com ele a andar de um lado para outro a aprender como fazer, onde pescar, o que era bom, o que não prestava, onde estavam os esconderijos dos polvos, caranguejos (esta é a forma fina de dizer navalhesa ou, como dizem os dondocas de Lisboa com a mania que percebem do campo, navalheiras), etc.
 
Sempre olhei para o mar, sobretudo aquela costa que conheço bem, como uma fonte de vitalidade, vida e suporte que deve ser respeitado. Ao contrário do que pensam a maioria dos citadinos, os habitantes dessas aldeias dão-lhes lições acerca de ambientalismo e equilíbrio natural. Das vezes que fui ao mar sozinho e por acaso apanhava umas “coisitas” mais pequenas, a reacção do meu avô – e já agora, dos outros velhos da aldeia – era muito simples: primeiro gozava porque eu não me tinha “safado” e depois criticava, por intermédio da subtileza tradicional e da censura de uma experiência de vida, por eu ter apanhado coisas demasiado pequenas.
 
Como dizia, aprendi imenso com o “velhote”, como era carinhosamente chamado, e resolvi tentar passar alguns desses conhecimentos `minha filha. Eu não pretendo que ela seja mais um produto “moderno” que acha que o leite vem do pacote e a carne e o peixe vem da embalagem... desculpem, estou numa fase tradicionalista e acho que a imbecilidade urbana só fez merda e acredito que este tipo de conhecimentos é útil, mas isso acho eu.
 
Ora arquitectava eu estes planos e falava com uns familiares acerca disto (pensar em pegar na miúda, levá-la para a antiga casa dos meus avós, da qual sou um dos herdeiros, levá-la à praia e também pescar) quando eles (os familiares, claro) me fizeram uma simples pergunta: “E licença? Tens?”
 
Licença?? Mas qual licença?
 
E lá me explicaram: um dos sub-produtos da nossa actividade legislativa (fruto de uma qualquer diarreia) foi um decreto-lei (letra pequena propositada para poder ficar ao nível da inteligência do animal que a escreveu) que define as regras da pesca. Até aí nada contra, excepto uns pequeninos pormenores que gostaria de partilhar connvosco:
 
1º: apesar de demagogicamente se apregoar os valores e tradições culturais (fica sempre bem), é proibido usar camaroeiro, bicheiro ou outros dispositivos de altíssima tecnologia nesta activade lúdica. Se quase toda a gente sabe o que é um camaroeiro, o bicheiro é um pouco mais complicado. Consiste num pau (de dimensões variáveis, à vontade do freguês) com um gancho de metal na ponta que serve para retirar os polvos (Octopus vulgaris) dos seus buracos, apanhar ouriços-do-mar e outras funções de apoio, e tem na outra ponta uma pequena espátula de metal, não muito afiada, que serve para apoiar quando se caminha sobre as rochas (e acreditem que às vezes é dificil e complicado porque a bicharada não está na praia a apanhar sol... como alguns outros animais que andam pelos lados da caparica), apanhar lapas, esmagar alguns ouriços-do-mar para servir de engôdo, etc. Como podem verificar, um instrumento sofisticado!
 
2º os peixes capturados, à linha e com anzol, têm de obedecer a certas dimensões (e.g.: robalos só acima de 36 cms de comprimento) e os polvos só acima de 750 gr... Uau!
 
3º captura de navalhesas (já expliquei e se não sabem o que são não tenho culpa... vão tomar centrum!), percebes (ou, mais uma vez, perceves para os finórios) e ouriços-do-mar (para quem nunca comeu... azar, não sabem o que é bom! Só devem ser apanhados entre abril e maio e depois são cozidos em grandes panelas de água com sal. Nota: só devem comer as ovas, aquelas coisas que parecem gomos de laranja de cor laranja ou mais amarelada... o resto é tripa e não presta mas há sempre a besta com a mania que é esperto e papa aquilo tudo) só até 2,5 kgs.
 
4º o valor das multas pode chegar a alguns milhares de euros se considerarmos que, por exemplo, por cada polvo abaixo das famosas 750 grs pode custar 250 euros de multa (se eu apanhar 5 estão a ver não estão?!) e cerca de 50% do valor das multas reverte para a polícia marítima.
 
Ora bem, vou apenas tecer alguns comentários que, acredito, são merecidos:
 
a)     O bicheiro e camoroeiro, bem como a cana de pesca tradicional (cana com linha) são apetrechos da nossa pesca tradicional e fazem parte da nossa cultura. Não são responsáveis por qualquer dano à nossa natureza nem, muito menos, responsáveis pela diminuição das espécies. Além disso nunca vi ninguém apanhar um polvo com os dentes e acreditem, vi muita coisa parva nos 3 meses de verão que lá passava... ver a “gente da vila”, como eram chamados os parolos da cidade com ares de finos, a tentar pescar era um espectáculo digno de um bom Vaudeville (já tomaram o centrum?).
b)     Agora pensem lá comigo: estou sentado numa rocha, cana na mão, linha na água (até uma profundidade de cerca de 2 a 3 metros), presas na rocha estão algas e em canais mais fundos fica escura (é natural), o peixe morde o anzol e eu saco o dito de dentro de água. A seguir pego numa régua (é algo com que andamos sempre) e toca de medir o bicho. Tem menos que as medidas específicas, pois bem, tenho duas hipóteses: uma é cortar o fio do anzol e atirar o peixe de novo para a água com um piercing ou tentar tirar o anzol, que por norma rebenta a boca do peixe, e atirá-lo à água para o dito morrer de fome porque perdeu a capacida de se alimentar. De facto, é bem mais humano... vai lá morrer longe que aqui cheiras mal.
c)      Se no 3º ponto posso perceber porque certas espécies devrão ser um pouco mais salvaguardadas (tipo os percebes) as outras não fazem o menor sentido. Quem nunca apanhou, não sabe que 2,5 kgs de ouriços.do-mar equivale a comer uma meia-dúzia de ovas. Além disso não sabe, também, que certas espécies de animais rapidamente se tornam uma praga (como os ouriços ou mexilhões) e que liquidam todas as outras espécies à volta. Ora como a pesca industrial tem capturado todos os predadores naturais os tipinhos multiplicam-se à maluca... tomam viagra!
d)     Finalmente, como as instituições públicas são correcta e devidamente financiadas pelo Estado, boa parte da multa reverte para a dita instituição e, claro, é preciso comprar botas, clips, canetas, etc e pelo que me foi dito os elementos das forças da ordem marítima andam pelas dunas, escondidos, armados em mirones e têm multado sem eira nem beira, até mesmo àqueles cuja magra captura dá para 2 ou 3 refeições pois é a única forma de conseguirem alguma proteína animal, que não podem comprar com o dinheiro das reformas.
 
Para além disso, se existe um problema de protecção de espécies desculpem lá mas não é mei-dúzia de velhos que criou esse problema... a não ser que estejamos a falar de protecção às empresas de pesca industrial que usam redes demasiado finas e apanham o que mexe e o que não mexe. Se for assim já entendo... há que proteger o negócio, com a desculpa do ambiente. Aí já entendo!
 
Não há nada como ser hipócrita... “ah e tal! És jovem... protegemos o ambiente... és maluco e quê!” Tás a ver?!
 
Informo que irei ensinar o pouco que sei à minha filha e que vou levar o bicheiro que era do meu avô! E que se me vierem chatear os cornos os mando para um sítio que cá sei... tipo ETAR. Se estiver o bicheiro na mão atiro-o para dentro de água (eu depois vou lá buscá-lo) e desafio os animais a provarem que eu o tinha na mão. Se tiver peixe ou polvos atiro-os para o chão e digo que não são meus... que foram ali apanhar sol, que também têm direito.
 
Para o raio que os parta mais a fuçanga de sacar dinheiro por tudo e por nada! Viva Portugal, onde comem e calam... eu começo a estar farto... realmente farto!
 
Um abraço
 
MS
música: Actividades lúdicas, cretinice, roubalheira
publicado por GERAL às 11:17
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Sábado, 5 de Abril de 2008

Fobocracia... ou a Ditadura do Medo

Caríssimos leitores,
 
Muito boa tarde/dia/noite a todos.
 
Estou de volta! Outra vez... infelizmente para vocês que, inopinadamente, começam a ler estas linhas e vos dá uma súbita crise de azia.
 
Mas vamos ao que interessa... hoje resolvi escrever acerca de um tema escondido, proibido mas que, na sua exaltação, permite a perpetuação do que não interessa e, sobretudo, do calmo e pacífico adormecimento da sociedade. Não sei a quantos de vós isto aconteceu, mas eu por vezes interrogo-me porque continuamos a ser “agredidos” verbal, politíca e economicamente e nada fazemos. Deve haver uma razão para tal!
 
Um dia destes dei por mim a pensar na condição se se ser humano. Que temos nós de especial? Como interagimos? Que peso têm as nossas emoções? Seremos nós o resultado da sociedade e do facto de vivermos em comunidade ou esta é o resultado da nossa natureza? Como é que meia dúzia de indivíduos controlam milhares de milhões?
 
Enquanto ouvia música e caminhava pensava sobre isto e de repente estaquei! Estava estupefacto! A resposta é simples... pelo MEDO!
 
Mas como é que isto funciona? Afinal o que é o MEDO?
 
De acordo com os especialistas, medo é uma resposta emocional a uma ameaça tangível e real e deve ser feita uma diferenciação de ansiedade que é uma emoção que frequentemente extravasa os limites da ameça real ou perigo envolvido. O medo é uma das emoções básicas (como também é, por exemplo, a felicidade ou a raiva) e é um mecanismo de sobrevivência que normalmente ocorre como resposta a um negativo específico.
 
Mas como é que isto funciona em termos sociais? Como é que isto nos controla e nos deixa apáticos perante a vida?
 
Hoje vivemos a chamada Cultura do Medo, isto é, uma perceptível prevalência do medo e da ansiedade nas relações e discursos públicos que afecta o modo como interagimos com outros indivíduos e com os agentes democráticos.
 
Embora se possa argumentar que vivemos um tempo que é resultado da nossa história e mudança social, creio que actualmente se trata de um esforço consciente e direccionado, numa politica deliberada para induzir o pânico. Os motivos para a criação deste pânico deliberado variam mas assentam, sobretudo, num aumento do controle social que uma população desconfiada e temerosa oferece áqueles que estão no poder. Neste caso, os medos são cuidadosamente preparados e alimentados, frequentemente pela manipulação de palavras, factos, notícias, fontes ou informação de modo a induzir padrões de comportamento, justificar acções governativas (internas ou externas), manter os índices de consumo por parte da população, eleger políticos demagógicos ou distrair a atenção do público de alguns temas mais urgentes como pobreza, segurança social, desemprego, crime e poluição. Algumas das técnicas usadas para criar o pânico são as seguintes:
- Selecção cuidadosa ou omissão de notícias (alguns factos relevantes são mostrados e outros não);
- Distorção de estatísticas ou números;
- Transformação de casos isolados em epidemias sociais;
- Corrupção ou distorção de palavras ou terminologias, de acordo com os objectivos pretendidos;
- Estigmatização de minorias, especialmente quando associadas a comportamentos criminosos, comportamento degradante ou políticas de emigração;
- Excesso de simplificação de matérias complexas e multifacetadas;
- Inversão casual (transformar uma causa num efeito ou vice-versa);
- Fabricação de eventos ou factos.
 
Passo agora a mostrar alguns exemplos onde o processo de dramatização e pânico vai para além da ameaça real de modo a criar uma constante ansiedade nas populações (às quais os tugas não escapam, obviamente):
 
● Resistência aos antibióticos – Será que os virus se tornarão imunes aos medicamentos?
● Bio-engenharia – Será que alimentos assim criados terão um efeito negativo no ser humano ou trarão problemas ambientais?
● Implantes mamários – Será que vão rebentar?
● Telemóveis – Será que causam tumores cerebrais ou incendiam bombas de gasolina?
● Indústria farmacêutica – Quais são os efeitos secundários dos medicamentos?
● Proibição das drogas – Deverão as drogas recreativas ser legalizadas?
● Jogos de computar e música – Será que corrompem os jovens?
● Linhas de alta-tensão e electromagnetismo – Será que provocam tumores?
● Segurança alimentar – A nosso comida é segura e saudável?
● Internet – Será que a agregação de informação viola a privacidade?
● Armas ilegais e seu controle – Será que as armas, pela sua simples presença, provocam comportamentos violentos?
● Hackers – Irão eles ter acesso ao meu computador?
● Segurança no domicílio – Será que eu estou seguro em casa?
● SIDA – Qual é o grau de contágio da doença?
● Roubo de identidade – Será que alguém vai destruir a minha vida e substituir-me?
● Abelhas assassinas – Até que ponto são mortais?
● Raptos – Como podemos proteger a nossa família?
● Energia nuclear – Quais são os efeitos da radioactividade?
● Obesidade – Será a nova praga do hemisfério Norte?
● Tráfico de orgãos – Será que vamos acordar sem um rim?
● Buraco do ozono – Será que vai aumentar a incidência de tumores?
● Paganismo e bruxaria – Estará o cristianismo à beira da extinção?
● Pandemias – Andará por aí uma doença que irá alastrar sem controle e matar-nos a todos (gripe das aves é o exemplo perfeito)
● Pedofilia – Poderemos nós deixar os nossos filhos sair à rua?
● Pobreza – Será que um dia poderão atacar os mais ricos?
● Racismo – Como é que outras raças afectam a nossa população?
● Tabaco – Será que vamos todos sofrer de tumores?
● Reforma da segurança social – Será que o trabalhador de hoje terá uma segurança amanhã?
● Terrorismo – andam eles entre nós?
● Qualidade da água – Quais as toxinas nela presentes?
 
Estes são alguns dos temas que, nos últimos anos têm sido exacerbados quase até à exaustão de modo a criar um permanente estado de ansiedade. Desse modo, quando o status quo estabelecido afirma que está a criar regras para o seu controle nós, quais cordeiros para o sacrifício, prontificamo-nos a transferir a nossa segurança para as mãos deles, julgando assim ter conseguido obter uma maior segurança.
 
Não estou a dizer que alguns dos problemas acima mencionados não existam. De todo! O que estou a dizer é que foram todos eles exagerados de modo a satisfazer uma maior consolidação do poder de uma minoria. Não é de estranhar. Numa pequena analogia: compramos um cão e vamos ensiná-lo. Como o fazemos? Pela aplicação do nosso poder sobre ele e causar o medo para que o animal não repita comportamentos que entendemos desviantes. O mesmo é aplicado na actual acção social, isto é, uma muito pequena minoria exerce o seu poder e controle por intermédio do medo para evitar comportamentos desviantes da maioria que, em última análise, poderá por em causa o estatuto de quem manda.
 
Fazem-nos crer que vivemos numa democracia e vendem até à exaustão as suas virtudes mas na realidade vivemos uma Fobocracia paranóica e galopante que nos tolhe os movimentos e nos mantém num permanente estado psicológico de incerteza ansiedade. Desconfiamos do vizinho, do estrangeiro, da família, do outro e, em casos extremos, de nós próprios. Falamos, sempre, que a individualidade e privacidade é importante (com os amigos e colegas nunca discutimos nada que esteja relacionado connosco) mas no entanto estão a ser criadas as fundações para, a breve prazo, solicitarmos aos nossos Governos a implantação de um chip sub-cutâneo para nossa segurança. A visão de George Orwell, na sua obra 1984, não está distante. Entregaremos, com um suspiro de alívio, a nossa privacidade a um Governo que anseia por tal, que tem manipulado a sociedade de modo a que sejamos nós a pedir que tal prática se torne usual. Onde quer que vamos, o que quer que façamos será controlado até ao mais intimo detalhe, não em nosso beneficio mas sim no proveito da minoria, sempre com a ilusão que agora é que vamos ficar bem, sem medo.
 
E tudo com o apoio de uns tipos que, dizem eles, são o 4º poder e têm como preocupação a transmissão de informação. Refiro-me, claro, à comunicação social que não passa de um fantoche nas mãos de meia-dúzia de indivíduos e que veícula não a informação mas sim fobocracia. Vivemos numa ditadura, insidiosa e camuflada e por isso mais perigosa... a Ditadura do Medo!
 
É esta a sociedade que querem? Eu não! Irei fazer algo? Não sei! Mas sabem uma coisa? Estou perfeitamente convencido de uma coisa: viver é fácil e bom mas nós é que complicamos a vida de tal maneira que a tornamos num verdadeiro pesadelo.
 
Pensem um pouco sobre isto. Procurem fazê-lo sem preconceitos, apenas de um ponto de vista analítico e comparem com aquilo que se passa no nosso País... e verão que enquanto discutimos a violência nas escolas (que sempre houve e apenas demonstra o déficit educativo dos pais) esquecemos a pobreza, miséria, desemprego e desigualdades. Ou então preferem discutir a notícia da revista Lux, de mais uma festa de vaidades, do que a degradação dos salários.
 
Para terminar, gostaria de enaltecer a Igreja que, na sua sabedoria (estou a ser cínico, claro), conseguiu criar um sentimento de culpa em todos os católicos e levou a propagação do medo até ao ponto extremo... afinal o mundo vai acabar! Mas não se preocupem, o Teixeira dos Santos ainda vai cobrar um imposto a Deus por declaração de falência do mundo.
 
Um abraço
 
MS
publicado por GERAL às 12:21
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

Inocentemente culpado...

Assumo a minha culpa! Acreditei que vivia num país a sério, mas JURO que foi inocentemente.
Prometo não me iludir mais!
Mas, há um problema... se calhar, por mero acaso, se eu começar a comportar-me como se vivesse num país a brincar, como não sou filho de nenhum colunável, político, mafioso, rico ou influente, sou capaz de me dar mal...
Isto só é válido para pobres mortais, pessoas normais como eu - vulgo servos da gleba cosmopolita. Para outros, não! Não acreditam?
Só para dar um pequeno exemplo, temos o Dr., Eng., Arquitecto, Professor Coelhone (escolham o titulo, é à vontade do freguês,é tudo uma questão de números, o que oferecer melhor tacho – GANHA! E o título adapta-se.), especialista em Gestão Estratégica, Engenharia Civil, Político Proeminente, Líder de Opinião e, agora, Urbanista convicto, que, obviamente, graças ao seu imenso know how e experiência empresarial, vai para Presidente de um dos maiores grupos nacionais de engenharia e construção civil.
E eu que pensava que para se chegar a este tipo de cargos era preciso ser-se um génio, dotado de profundíssimos conhecimentos, não só na área como do mercado, de Gestão, ser um líder, etc...
Só mesmo alguém muito inocente para pensar assim...Claro que o facto de o seu partido estar no poder e, esta não é inocente, se prever que venha a estar mais uns anitos, não contribui nada para isso... nadinha...
NNããoo!!
Ele é somente o melhor profissional nesta área! Não porque pode vir a fazer uns contratozitos com o Estado, sei lá! Até se perspectivam módicos investimentos nesta área, como o aeroportozito do Montijo, o TGVzito, a nova pontezita sobre o Tejo, coisas modestas... nada de outro mundo...
A propósito, aproveitem para comprar acções da Mota - vão subir EM FLECHA!!! Ou deveria dizer EM ROSA?
Na minha inocência, eu diria que é por causa do bom desempenho empresarial...mas eu sou culpado de inocência...
Estou a ser mauzinho... Má-língua! Sem respeito e com dor de cotovelo. Um velhaco! Se fosse mesmo assim (e onde é que já se viu uma coisa destas, só mesmo de uma mente culpada) eu estava já a apresentar mais exemplos, que, obviamente, não há!
Não? Será que não há mesmo??
Há pouco tempo tivemos a novela BCP, quem ficou no tacho? E não é que as acções já começaram a subir... será que vale a pena falar na TVI ou na Iberdrola??
Nãããã!!!
Porque se fosse assim, era caso para perguntar, será que estamos a entrar numa nova Ordem? Ou numa nova Moda??
Até à data, as empresas, muito diplomaticamente, iam, em jogadas ao melhor estilo de golpe de estado palaciano, manipulando os políticos, direccionando-os no caminho certo, corriam riscos com a mudança de governos...
E agora?
Será que vamos passar a assistir aos partidos, autonomamente, a efectuarem jogadas e a manipular empresas?
E se for este o caminho??
Ena! Muitas mudanças se avizinham no futuro próximo.
Atenção às empresas cotadas em Bolsa!!! Quem não tiver um político no seu Activo (está na altura de se actualizar o Mapa do Balanço da Empresa - há que incluir nos Activos alguns Quadros das empresas, por exemplo: os políticos), arrisca-se a ver as suas acções a descer vertiginosamente, independentemente dos resultados que apresente...
Os dividendos passam a ser distribuídos consoante os votos. O melhor é começar a preparar o terreno para esta nova realidade, proponho que se façam eleições anuais, só para acompanhar os Relatórios e Contas das Empresas cotadas em Bolsa. Sempre é mais transparente.
Adiante! Por este prisma, vamos começar a ter Partidos Empreendedores.
Está descoberto o novo ISMO!!!!
A seguir ao Capitalismo entramos numa nova Ordem – O PARTIDISMO! O Empresarialismo Partidário ou será o Partidarismo Empresarial?
Esperem! Isto tem potencialidades extremamente interessantes, por exemplo: as pessoas deixam de se filiar em partidos, passam a concorrer ou a ser recrutadas para os partidos. Apresentam os CV, fazem entrevistas, testes psicotécnicos, provas de grupos, cunhas para poderem entrar num Partido e terem acesso ao leque de empresas partidárias...
UAU!
Os partidos passam a servir de intermediários, como se fossem empresas de Recrutamento e Selecção. Os contratos laborais passam a ser ao “Governo”, em vez de serem a “Prazo” ou a “Termo”.
Deixo já aqui um conselho aos jovens que andam a escolher o seu futuro académico: Escolham um qualquer, o importante mesmo é filiarem-se num partido, depois o “canudo” adapta-se ao “mercado”... Importante mesmo é o cartãozito e, este é mesmo fulcral, alinhar com os colegas /companheiros / camaradas / irmãos / etc, certos!
Futuro garantido!
Já agora, estava aqui a pensar (o fumo que estão a ver pela janela não é de nenhum incêndio, sou eu que estou a fingir que penso e deu para o torto. O Tico e o Teco não aguentam tanta actividade), que também vamos estar perante um novo estilo de empreendedorismo:
Em vez de empresas, vamos criar Partidos!!!!!
Qual será o Capital Social necessário??
Quem é que tenho de subornar??
É lá! Este post está a ficar longo, acho que já chega por hoje.
RdS
publicado por GERAL às 16:18
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